D. José Pereira reconheceu todos os que, «com dedicação, generosidade e sentido de missão aceitam continuar ou partir, para cuidar do povo de Deus» da diocese

Guarda, 27 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo da Guarda divulgou as nomeações pastorais 2026, considerando o processo sinodal de corresponsabilização pastoral e missionária de todos, tendo por horizonte o Jubileu 2033.
No decreto, D. José Pereira assinala que “tem ressaltado a necessidade” da “animação da vida espiritual e comunitária, da oferta de formação, da reconfiguração da organização pastoral, da participação dos leigos e dos jovens, do cuidado do dinamismo vocacional da vida da fé”.
Para colmatar as necessidades apontadas, o bispo da Guarda afirma que é necessário “libertar alguns sacerdotes de responsabilidades paroquiais para abraçarem outros encargos, com os desafios pastorais e financeiros que isso acarreta”.
No documento, D. José Pereira destaca que “tem ressaltado também a necessidade de aliviar alguns sacerdotes por motivo de idade, criar condições para alguns terminarem estudos, olhar a quem esteja mais necessitado de alguma atenção”.
“Não sendo possível responder a tudo em simultâneo, algumas atenções e decisões terão de aguardar nomeações seguintes”, escreveu.
O bispo diocesano manifesta “publicamente o reconhecimento a todos os que, com dedicação, generosidade e sentido de missão aceitam continuar ou partir, para cuidar do povo de Deus desta Diocese onde Deus lhes pede”.
“O seu testemunho, muitas vezes abnegado e crucificado, seja fonte de bênção e fecundidade evangélica para todos nós, fiéis leigos e presbitério, nos caminhos de conversão de critérios e relações que Deus nos pede”, desejou.
D. José Pereira espera que o “envio apostólico do ministério ordenado, que a pobreza evangélica, o celibato consagrado e a obediência voluntária edificam, possa ser reconhecido pelo povo de Deus na hora de acolher ou ver partir um enviado de Deus”.
O decreto inclui nomeações para prosseguimento de estudos, serviços diocesanos (junto do bispo diocesano, Cáritas, formação, organismos diocesanos), capelanias (Liga dos Servos de Jesus, Comunidades religiosas, hospitais e unidades de saúde, ensino superior, bombeiros), unidades pastorais e de párocos, vigários e cooperadores pastorais, diáconos e, por último, movimentos.
O bispo da Guarda informa que “as dispensas dos párocos e de outros serviços que suponham substituição produzem efeito a partir da tomada de posse daqueles que agora são nomeados”.
“As que não suponham substituição, produzem efeito a partir do início do novo ano pastoral, a 1 de Setembro próximo”, acrescenta.
Segundo o decreto, “as tomadas de posse serão realizadas no início do novo ano pastoral, em data a combinar com o bispo diocesano (para as Unidades Pastorais com suas Paróquias) ou com o Vigário Geral ou Arcipreste (para as demais Paróquias)”.
“Os serviços que não necessitam de um acto oficial de posse, iniciam funções durante o mês de setembro”, conclui o bispo.
LJ/PR
