D. Manuel Felício apela à solidariedade dos países mais ricos 

Guarda, 08 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo da Guarda deixou uma mensagem pascal de “esperança”, perante a crise do coronavírus, apelando à solidariedade entre nações.

Numa intervenção em vídeo, enviada à Agência ECCLESIA, D. Manuel Felício disse que um primeiro sinal de esperança é “a defesa da vida” e como está na “linha da frente” nas atuais preocupações com a pandemia de Covid-19.

“Como profissionais de saúde, gente que se está a dedicar de alma e de coração e até com riscos, e não só nos hospitais mas também nos nossos lares, onde estão as pessoas mais vulneráveis estão, e corajosamente ali estão sempre ao seu lado”, exemplificou.

Na mensagem para a Páscoa 2020, o bispo da Guarda lembrou a atual “oportunidade” de fortalecerem-se as relações do que “outros interesses, sobretudo relações em família”.

D. Manuel Felício destacou a “coragem” das pessoas deixarem “certos objetivos materiais e até carreira profissional” para se dedicarem mais às suas famílias e “como a solidariedade está a ser descoberto a todos os níveis”.

A solidariedade está a ser um valor descoberto a todos os níveis, níveis locais e até internacionais. Este esforço de outros países para ajudarem os em mais dificuldade para resolverem as suas dívidas é muito importante”.

O bispo da Guarda sublinhou o “apelo” do secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, aos países ricos, para que “ponham a sua riqueza ao serviço dos mais necessitados”.

Para D. Manuel Felício, e “em linha com uma mensagem de esperança”, a ação pastoral na diocese “tem de ser revista” porque “em muitos aspetos não está a produzir resultados”.

“Será que o Senhor nos dá agora esta oportunidade de repensarmos a ação pastoral que estamos a ter? Fica este desafio de esperança para mim próprio e para todos aqueles, sobretudo, que mais diretamente colaboram comigo”, acrescentou.

O bispo da Guarda explica que por causa do isolamento social ao longo dos últimos dias tem “tido muito tempo” para si, “para pôr em ordem coisas que não estavam, para também pensar e refletir e rezar mais”, quando estava habituado “a agenda não dar espaço para poder respirar”.

“Espero, depois de ter organizado coisas que estavam desorganizadas, poder começar a pensar para a frente e ver perspetivas novas e até comunicá-las aos padres através dos meios disponíveis”, anunciou.

Neste âmbito da proximidade com os sacerdotes e também com os seus diocesanos, D. Manuel Felício lembra que faz uma reflexão diária, que partilha na página da diocese, e também está “atento a muitas sugestões”, “algumas até compreensíveis mas não são possíveis”, como o pedido de celebrarem na Praça da Sé, porque não podem celebrar nas igrejas, “uma boa intenção que não tem em conta que os ajuntamentos são o grande problema”.

“Estou a dar conta que as pessoas vão estando atentas e vão reagindo, e nós vamos por estas formas estando em contacto com as pessoas, pelos meios que felizmente os modernos meios nos permitem fazer”, referiu o bispo da Guarda.

D. Manuel Felício assinalou que “há vários padres que estão também em contacto com os seus paroquianos”, pelas celebrações transmitidas online, como através de “reflexões diárias que fazem e vão propondo às pessoas”.

Ao longo da Semana Santa, a ECCLESIA publica mensagens em vídeo dos bispos portugueses, com a colaboração dos serviços diocesanos, a respeito da celebração da Páscoa em tempos de pandemia.

CB/OC

A Agência Ecclesia agradece às várias dioceses o envio da gravação das mensagens pascais

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