D. Nuno Brás diz que primeiros primeiros meses foram de «trabalho intenso» e que quer «viver intensamente» a «felicidade da lua-de-mel»

Funchal, 28 dez 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal recebeu hoje os colaboradores dos vários setores da diocese para a apresentação de cumprimentos de Natal e agradeceu os meses de “trabalho intenso”, num tempo de “felicidade da ‘lua-de-mel’”.

Depois das saudações que expressaram o “voto de Boas Festas por parte de toda a Igreja diocesana”, D. Nuno Brás aproveitou a circunstância natalícia para “expressar a gratidão” pelos primeiros meses na Madeira e Porto Santo, que considerou de “enamoramento” pela diocese onde chegou a 17 de fevereiro deste ano.

“Dirão que se trata apenas da ’lua-de-mel’ e que não tardarão os momentos de ‘lua-de-fel’. Será. Mas enquanto estes não vêm, deixai que aproveite a felicidade da ‘lua-de-mel’ para a viver intensamente. E para, reconhecido, agradecer ao Pai que me enviou para o meio de vós, como vosso bispo”, afirmou D. Nuno Brás.

O bispo do Funchal agradeceu concretamente aos que se reuniram na sessão de cumprimentos natalícios, “rostos visíveis e concretos em que a Igreja funchalense mais aparece e sem os quais, de um ou outro modo, os trabalhos destes meses teriam sido impossíveis”.

“Do fundo do coração, a todos vós um obrigado sincero pela colaboração, entusiasmo, incentivo que me tendes oferecido”, referiu.

D. Nuno Brás lembrou depois que a Diocese do Funchal vai dedicar um ano ao “aprofundamento da vida batismal” para ajudar os diocesanos a tomar “consciência da maravilha que é ser cristão”, com uma “vida nova” pelo batismo que “não pode ser guardada, escondida, mas há de antes ser anunciada sobre os telhados, bem alto, para que seja acessível a todos”.

“Sem a vida de Cristo nos cristãos, o mundo pode bem passar sem eles. Aquilo que temos para oferecer ao mundo inteiro resume-se a uma pessoa: Jesus. Resume-se à vida batismal de cada um e à vida batismal de cada uma das nossas comunidades”, afirmou.

Para D. Nuno Brás, o Natal é “acontecimento histórico”, que ocorreu “num lugar, tempo e cultura determinados”, tratando-se de uma “realidade concreta e palpável”, “sem nada de magia ou de sonho”.

O bispo do Funchal acrescentou que a fé cristã é também acontecimento: “quando deixar de o ser; quando passar a ser fruto da imaginação humana; quando se reduzir a uma teoria acerca do homem e do mundo, terá deixado de ser cristã”, sublinhou.

D. Nuno Brás desafiou os cristãos da Madeira e Porto santo a continuar a dar visibilidade ao “acontecimento que é Jesus de Nazaré”, e que “a carne dos cristãos continue hoje a falar, a mostrar o Verbo” com todos os sentidos humanos, a inteligência e o coração.

“Só desse modo o Verbo pode continuar a oferecer sentido para a vida do mundo, a converter, revolucionar, transformar a nossa vida individual e a nossa vida de sociedade: é a vida de cada cristão e de cada comunidade que hoje fala de Jesus e, desse modo, interroga a quantos ainda não têm a felicidade de acreditar”, afirmou.

“A todos animo a que, ao longo deste ano que se aproxima, usemos o tempo que o Senhor nos oferece para vivermos dele e com Ele; e que a nossa carne seja um testemunho concreto que sempre fala, mostra, proclama o Verbo de Deus feito homem para nos dar a vida”, concluiu o bispo do Funchal.

PR

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