Bispo do Funchal deu início às celebrações dos 500 anos da instituição do santo como padroeiro da diocese

Foto: Jornal da Madeira

Funchal, Madeira, 12 abr 2021 (Ecclesia) – D. Nuno Brás deu início às celebrações dos 500 anos da instituição de São Tiago como padroeiro do Funchal e deixou um convite para que os madeirenses redescubram o santo e a ele recorram “em momentos de aflição”.

“Quando, há quase 500 anos, os madeirenses se confiaram à intercessão de S. Tiago Menor, consagração renovada por diversas vezes ao longo da história, fizeram-no num momento de aflição. (Os 500 anos) hão de fazer-nos invocá-lo com fervor, pedindo que nos ajude a passar definitivamente por esta pandemia”, afirmou o bispo diocesano na abertura das celebrações do ano comemorativo, que decorreu este sábado na Sé do Funchal.

O responsável convidou os diocesanos a conhecer “melhor a rica personalidade” do padroeiro, a encontrar em São Tiago uma inspiração devocional, imitando-o “na santidade de vida” e desafiou os madeirenses a olhar para a Carta de São Tiago para viver os seus “ensinamentos tão ricos”.

D. Nuno Brás acredita que esta celebração pode ajudar a “tomar consciência” de uma “presença de Deus” na vida quotidiana e concreta, com consequências numa forma de vida “ressuscitada”.

Foto: Jornal da Madeira

Durante a celebração, o bispo do Funchal partiu do relato dos discípulos que ao ver Jesus ressuscitado não conseguiram calar a novidade, sentindo a “inevitabilidade do anúncio”, e falou numa “lei de liberdade”.

“O anúncio da ressurreição é, de verdade, algo bem maior que nós. É algo que nos ultrapassa. É uma feliz notícia que, uma vez escutada e acolhida, nos envolve e toma posse de nós, oferecendo todo o sentido à nossa vida”, explicou.

Na Sé do Funchal, foram ainda instituídos acólitos dois seminarista, José Alberto e Patrício, numa etapa que integra a sua formação e percurso rumo ao sacerdócio, aqui explicitada no serviço “ao altar e à Eucaristia”.

Centrando-se no programa de celebração que vai acontecer ao longo deste ano na diocese, D. Nuno Brás manifestou a importância de não se limitarem a um “conjunto de iniciativas culturais a recordar o passado”.

A 11 de junho de 1521 a Diocese do Funchal e a Câmara Municipal (Ilha da Madeira) num “contexto de peste, decidiram escolher um santo padroeiro” que os “livrasse do mal e da peste” e a sorte recaiu sobre o Apóstolo São Tiago Menor, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

As celebrações durante os próximos meses apresentam um ciclo de conferências «500 Anos do Voto de São Tiago. Fé, história e arte» a realizar na igreja do Colégio, sempre às 19h30; a primeira reflexão está marcada para o dia 22 de abril sobre «O contexto da pandemia e o Voto a São Tiago. A relação entra a ciência e a fé», da responsabilidade do bispo diocesano, D. Nuno Brás.

No dia 20 de maio, a conferência proferida por Nelson Veríssimo vai abordar o tema «Peste, castigo e misericórdia no Funchal quinhentista: São Tiago Menor, padroeiro e rogador a Deus pelo povo da cidade».

O ciclo encerra a 3 de junho com a intervenção de Martinho Mendes sobre «A iconografia de São Tiago Menor na Diocese do Funchal».

Para o primeiro dia de maio está agendada a procissão do voto da igreja paroquial de Santa Maria Maior até à Sé do Funchal onde D. Nuno Brás vai presidir, às 10h00, à Eucaristia.

Também no mês de maio, a 27, vai ser lançado o livro, na igreja do Colégio, sobre o Voto de São Tiago.

A Sé do Funchal vai acolher, dia 11 de junho, às 21h00, o concerto das «Comemorações dos 500 Anos do Voto de São Tiago Menor».

Depois do acolhimento das relíquias de São Tiago, dia 16 de outubro, às 11h00, na Sé do Funchal, estas vão visitar os arciprestados da diocese até 6 de novembro.

O programa contempla também a semana de São Tiago Menor nas paróquias da diocese, tendo sido feito um guião com temas sobre o padroeiro da Diocese do Funchal.

Está prevista a apresentação do livro de D. Nuno Brás sobre São Tiago Menor e a apresentação do CD com o Hino a São Tiago Menor, mas ainda sem data marcada.

LFS/LS

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