Funchal: Bispo agradeceu aos consagrados, que «enriquecem a diocese»

«Tendes a vocação de a todos fazer ver o hoje da salvação» – D. Nuno Brás

Funchal, Madeira, 03 fev 2023 (Ecclesia) – O bispo do Funchal disse esta quinta-feira que os consagrados “enriquecem a diocese” com os seus dons, falando na Missa a que presidiu, no dia da Vida Consagrada.

“Queridos consagrados, que enriqueceis esta nossa diocese do Funchal com os vossos dons — que são dons do Espírito; que mais vos posso pedir senão uma redobrada atenção ao Espírito Santo e ao seu agir no meio de nós”, referiu D. Nuno Brás, na catedral diocesana, numa intervenção citada pelo ‘Jornal da Madeira’.

O bispo do Funchal assinalou que os consagrados são “sentinelas do Espírito”, afirmando que têm “a vocação — que o mesmo é dizer: a missão, a responsabilidade — de ser, mais que todos, aqueles que são dóceis ao Espírito Santo”.

“Tendes a vocação de a todos fazer ver o hoje da salvação: Deus que vem ao nosso encontro”, acrescentou.

A Igreja Católica celebrou esta quinta-feira, 2 de fevereiro, a festa da Apresentação do Senhor, de Nossa Senhora das Candeias e Dia Mundial do Consagrado.

Segundo D. Nuno Brás, Simeão e Ana “personificam o povo anónimo, os ‘justos e piedosos’, os pobres” que, apesar de todas as derrotas, “persistem em ver cumpridas as promessas de Deus”.

“Esperar não se trata de teimosia humana e (muito menos) de ignorância de pobres analfabetos. Trata-se da certeza vivida de que Deus jamais abandonará o seu povo; aos crentes, é o Espírito do Senhor quem os faz esperar; e o que eles esperam é Aquele sobre quem repousa o Espírito em abundância, quer dizer: o Cristo, o Ungido, o Messias do Senhor”, acrescentou.

Sobre a Festa litúrgica da Apresentação do Senhor no Templo, que a Igreja se celebra 40 dias depois do Natal, o bispo diocesano assinalou que prolongam “as celebrações do Natal”, explicando que “o Verbo faz-se carne” para que possam “mais facilmente reconhecer e encontrar”.

“Os nossos sentidos se possam dar conta da sua presença no meio de nós e, desse modo, o nosso coração, percebendo-o assim tão próximo, se possa alegrar e acolhê-lo, deixando-se converter por Ele — que o mesmo é dizer: deixando-se envolver, abraçar, impregnar por esta presença única”, desenvolveu o bispo de Angra.

A Eucaristia começou com a bênção e acender das velas/candeias, na entrada da Sé: “São bem o sinal desta nossa vontade de nos deixarmos iluminar por esta ‘Luz gerada antes da aurora’, e que Maria traz nos braços e nos apresenta”.

O ‘Jornal da Madeira’ informa que nesta Missa, concelebrada pelo bispo emérito D. António Carrilho, clero diocesano e religioso, foram recordados os religiosos e religiosas que celebram datas jubilares, neste ano de 2023, que receberam um Terço da JMJ Lisboa 2023, para que rezem pela edição internacional da Jornada Mundial da Juventude em Portugal (1 a 6 de agosto).

CB/OC

 

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