Joe Biden une-se a iniciativa promovida pela Santa Sé e os Emirados Árabes Unidos

Lisboa, 04 fev 2022 (Ecclesia) – O presidente dos Estados Unidos da América uniu-se hoje à celebração do II Dia Internacional da Fraternidade Humana, destacando a importância das religiões na defesa dos mais vulneráveis.

“Na minha vida, a fé sempre foi um farol de esperança e um chamamento de propósito, mesmo nos dias mais sombrios. Os sagrados ensinamentos das várias tradições de fé mandam amar os outros, servir e proteger os mais vulneráveis e defender a dignidade de cada pessoa”, refere Joe Biden, numa mensagem enviada ao evento promovido pela Santa Sé e os Emirados Árabes Unidos, na Expo Dubai, para assinalar esta jornada.

A ‘Mesa Redonda para a Fraternidade Humana e a Aliança Mundial para a Tolerância’ evoca ainda o terceiro aniversário da assinatura do documento sobre a fraternidade humana para a paz mundial e a convivência comum, pelo Papa Francisco e o grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, em Abu Dhabi.

A Santa Sé é representada pelo cardeal Ayuso Guixot, presidente do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso, numa iniciativa organizada conjuntamente pelo Ministério da Tolerância e Coexistência dos Emirados Árabes Unidos e do Alto Comité para a Fraternidade Humana (ACFT), com o apoio da Santa Sé e da Universidade de Al-Azhar, a mais prestigiada instituição do Islão sunita.

Joe Biden exorta todos os povos a unir-se, perante as divisões, para superar os desafios globais, incluindo a pandemia de Covid-19 e a crise climática, “para construir um mundo melhor, que defenda os direitos humanos universais, eleve todos os seres humanos e promova a paz e a segurança para todos”.

“Estes desafios exigem a cooperação global de pessoas de todas as origens, culturas, credos e crenças. Exigem que falemos uns com os outros em diálogo aberto, para promover a tolerância, a inclusão e a compreensão”, acrescenta.

O secretário-geral do ACFT, Mohamed Abdelsalam, agradeceu ao presidente Biden pela sua participação neste dia, “que marca um momento histórico na história da humanidade”.

Já o presidente da ACFT, cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, destacou, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, que “o Dia Internacional da Fraternidade Humana é uma oportunidade para promover o sentido de responsabilidade para com os pobres, vulneráveis, sem-abrigo e oprimidos”.

“Espero que a fraternidade humana se transforme num movimento global de promoção de valores morais partilhados por todos os povos”, prosseguiu.

Esta jornada internacional, convocada pela ONU, celebrou-se pela primeira vez em 2021.

O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso convida todos a participar na celebração do Dia Internacional da Fraternidade Humana, “em resposta à exortação do Papa Francisco e do grande imã Al-Tayyeb para trabalhar juntos na superação dos desafios que a humanidade enfrenta”.

O Vaticano espera que a celebração ajude a “promover, apoiar e encorajar comunidades e pessoas de todo o mundo a ser, juntos, verdadeiros mensageiros de unidade, solidariedade e fraternidade”.

A Santa Sé inaugurou, nesta data, a sua representação diplomática nos Emirados Árabes Unidos.

OC

Fraternidade Humana: «Ou somos irmãos ou tudo se desmorona» – Francisco (c/vídeo)

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