Peregrinação Internacional decorre no santuário mariano

Foto: Ordinariato Castrense

Lourdes, França, 16 Mai 2022 (Ecclesia) – Um grupo de mães e crianças ucranianas celebraram a Via-Sacra com militares portugueses, este sábado, no Santuário de Lourdes (França) no contexto da peregrinação internacional àquele local mariano.

D. Rui Valério, bispo das Forças Armadas e de Segurança realçou que “o acaso para Deus nunca é por acaso”.

Com o tema ‘Dou-vos a minha Paz” – Pacem Meam Do Vobis’, a Peregrinação Militar a Lourdes (França) decorreu de 13 a 15 de maio.

A comitiva portuguesa com militares da Escola Naval, Academia Militar e a Academia da Força Aérea era presidida por D. Rui Valério, juntamente com quatro capelães militares.

Este domingo a Basílica de São Pio X, do santuário francês, acolheu mais de 10 mil militares de 40 países, numa peregrinação presidida por D. Antoine de Romanet, bispo da Diocese das Forças Armadas de França.

Nesta cerimónia foi lida a mensagem do Papa Francisco para os peregrinos, na qual sublinhou a “urgência de rezar pela conversão do coração de todos os povos à paz”.

A Ucrânia, “país massacrado pela guerra”, esteve presente com uma “delegação de 15 peregrinos, entre os quais quatro mães que recentemente perderam os seus filhos em combate”, salienta o site do Ordinariato Castrense português.

A peregrinação, que reuniu membros das Forças Armadas e das Forças de Segurança de vários países, é “propícia para suplicar a Deus pela paz do mundo e nos corações e criar laços de fraternidade entre os povos”.

A peregrinação a Lourdes foi acompanhada pelo tenente-general Eurico Craveiro, da Força Aérea Portuguesa, em representação da ministra da Defesa de Portugal e contou também com a presença do adido de Defesa em França, coronel Hilário Dionísio Peixeiro.

Foi em 1947, que o padre francês André Besombes, pároco em Toulouse, convidou o padre alemão Ludwig Steger (da Diocese de Rottenburg), que esteve prisioneiro próximo de Toulouse, a acompanhá-lo à gruta de Lourdes.

Os dois sacerdotes tinham sido capelães militares, respetivamente, da França e da Alemanha, na II Guerra Mundial.

Este acontecimento foi a origem da Peregrinação Militar Internacional, que teria a sua Inauguração onze anos mais tarde, em 1958, altura em que o Padre Steger, prosseguindo as suas funções de capelão, na Alemanha, arrastou consigo um grande número de militares alemães.

LFS/OC

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