Arcebispo foi condenado em primeira instância, na Justiça civil, por não ter denunciado abusos sexuais de menores

Foto: Osservatore Romano

Lyon, França, 19 mar 2019 (Ecclesia) – O cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon (França), anunciou hoje em comunicado que se vai afastar do governo da arquidiocese, após ter-se encontrado com o Papa, esta segunda-feira, no Vaticano.

O responsável apresentou a sua renúncia ao Papa, depois de ter sido condenado a seis meses de prisão, com pena suspensa, por não denunciar abusos sexuais de menores, cometidos por um padre da sua diocese.

Segundo D. Philippe Barbarin, Francisco “não quis aceitar esta demissão”, por causa do princípio da “presunção de inocência”, e deixou nas suas mãos a tomada da “melhor decisão” para a vida da Diocese de Lyon.

“Por sua sugestão [do Papa] e porque a Igreja de Lyon sofre há 3 anos, decidi retirar-me durante algum tempo e deixar a condução da diocese ao vigário-geral moderador, padre Yves Baumgarten. Esta decisão entra em vigor a partir deste dia”, escreve o cardeal francês.

O tribunal de Lyon pronunciou a 7 de março a sentença de condenação a seis meses de prisão, com pena suspensa, sem a presença do cardeal Barbarin, mas os seus advogados anunciaram de imediato a intenção de recorrer da decisão judicial.

O caso tornou-se do conhecimento público a 23 de outubro de 2015, quando a Diocese de Lyon revelou que tinha recebido queixas contra o padre Bernard Preynat, capelão de um grupo de escuteiros, acusado de ter abusado de dezenas de menores.

Os outros cinco acusados – dois bispos, um padre e dois leigos – foram absolvidos pelo tribunal.

O padre Preynat foi removido de funções no ano de 2015.

OC

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