D. Rui Valério presidiu a Missa pelas Forças Nacionais Destacadas

Batalha, 07 mai 2019 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense afirmou hoje, na Missa de homenagem às Forças Nacionais Destacadas (FND), que o objetivo dos militares é “construir a paz” e “promover a dignidade integral das pessoas”, como testemunhou na República Centro Africana,

“Não se deixam encarcerar por sentimentos de vingança, mas cultivam permanentemente a atitude interior da compaixão que sabem afortunadamente transformar em solidariedade, auxiliando as populações locais com bens escolares, alimentos e até partilhando assistência médica”, disse D. Rui Valério, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável católico testemunhou que “nunca” pressentiu nos elementos das Forças Nacionais Destacadas “qualquer sede de vingança”, nem no passado – foi capelão militar no Hospital da Marinha, entre 1992 e 1993, e na Escola Naval, de 2008 a 2011 -, nem recentemente.

A Eucaristia de homenagem a todas as Forças Nacionais Destacadas, do Exército Português, teve lugar no Mosteiro da Batalha e D. Rui Valério sublinhou que a ação destes militares oferece um “importante contributo para a identidade de povo e de Nação” de Portugal.

“Nunca é bastante a homenagem que lhes podemos prestar. A sua ação desenvolvida nos palcos internacionais consolida a nossa autodeterminação, amadurece o nosso sentido de nação e é fonte de orgulho em sermos portugueses”, desenvolveu.

Para o prelado, homenagear todos os elementos das FND, junto ao «soldado desconhecido», “só pode ser louvada” e salientou que para os conhecer e compreender “é preciso encontrá-los, ouvir o timbre das suas vozes, tantas vezes quase impercetíveis entre estrondos, explosões e preocupações”, o que “não é possível” através de intermediários.

“É preciso estar com eles, assegurando-lhes que o serviço que prestam à humanidade é autêntico serviço a Portugal e aos portugueses”, observou.

O responsável pelo Ordinariato Castrense assinalou que a história de Portugal é “o mais autorizado testemunho” de como é uma Nação que “coloca o melhor de si, a sua capacidade criativa, a sua vitalidade ao serviço do bem das pessoas e dos povos”.

“O objetivo é, sem dúvida alguma, construir a paz, promover a dignidade integral das pessoas onde somos chamados a atuar”, realçou.

Segundo o bispo das Forças Armadas e de Segurança, integrar as FND significa fazer da própria vida “uma página imaculadamente límpida”, em que aquilo que nela se escreve não “diverge do que se é, do que se faz e do que se vive”.

“Os nossos militares não dependem da escrita de nenhum livro de história para que sejam dadas a conhecer ao mundo as epopeias vividas por eles nessas terras distantes. Eles mesmos são as páginas das suas próprias histórias. Histórias escritas com suor, lágrimas, sacrifício e, algumas vezes, também com sangue”, assinalou.

CB/OC

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