Fiéis Defuntos: Bispo de Viseu destaca visita ao cemitério como interpelação à paz

D. António Luciano presidiu às Eucaristias no Cemitério Velho e na Sé

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 03 nov 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu assinalou esta terça-feira a comemoração de todos os fiéis defuntos, com duas celebrações, na cidade, defendendo que a visita ao cemitério deve interpelar sobre a vida, a paz e a relação com os outros.

“Se muitas pessoas viessem ao cemitério e fizessem dele um espaço de silêncio, oração e contemplação, não havia tanta violência e tantas guerras no mundo. Havia, talvez, mais sentido de proximidade e de escuta”, afirmou D. António Luciano, de acordo com o Gabinete de Informação da diocese.

O bispo presidiu às Eucaristias no Cemitério Velho de Viseu, às 16h, e na Sé, às 18h30, no dia dedicado à oração por aqueles que já faleceram.

Em ambas as celebrações, o responsável católico lembrou todos aqueles que já partiram, sublinhando a importância da fé, da oração e da esperança na vida eterna.

“Somos convidados a refletir, à luz da Palavra de Deus, sobre esta condição de sermos peregrinos da Jerusalém celeste. Estamos aqui movidos pela fé, pelo sentimento de gratidão, pela memória e pela oração de sufrágio por todos aqueles que já partiram deste mundo e a quem hoje chamamos fiéis defuntos”, referiu.

D. António Luciano entende que o dia da comemoração dos fiéis defuntos deve ser também um momento de reflexão sobre o mistério caminho de esperança, sustentado pela oração e pela participação na Eucaristia.

Reconhecendo que nem sempre é fácil acreditar que a vida não termina com a morte, o bispo expressou que cabe aos batizados dar sinais de esperança e testemunhar essa fé junto dos outros.

Perante uma sociedade que tende a encarar a morte como o fim de tudo, D. António Luciano lembrou as palavras de São Paulo, pedindo que se transmita o testemunho da fé às novas gerações.

O bispo apresentou o cemitério como um “lugar de silêncio, de oração, de saudade e de choro” e considerou que estes espaços convidam à reflexão sobre a passagem na terra e sobre a importância de viver segundo o mandamento do amor a Deus e ao próximo.

Foto: Diocese de Viseu

“Nunca devemos esquecer aqueles que já partiram. Devemos conversar com eles e pedir-lhes a sua ajuda, para que também sejam nossos intercessores. A devoção às almas do Purgatório é algo muito forte e não podemos deixá-la morrer”, apelou.

Nesse sentido, o Bispo convidou a aprender a fazer este caminho com Jesus, “fonte da vida e da salvação”.

Nas duas Eucaristias, recordou também que a Igreja assinala a Semana de Oração pelos Seminários, entre 1 e 8 de novembro, evidenciando a importância da oração por mais vocações e mais sacerdotes ao serviço da Igreja e apelando à partilha do pão.

LJ/OC

Partilhar:
Scroll to Top