Reitor proferiu a terceira conferência do ciclo de Encontros na Basílica, a decorrer neste ano pastoral

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 03 jun 2019 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima disse este domingo que os espaços de peregrinação devem ser locais onde se aprende a rezar, valorizando a dimensão espiritual.

“Os santuários são ou devem ser `escolas de oração´: lugares por excelência onde se aprende a rezar. Esta é tarefa permanente para o Santuário de Fátima, sobretudo porque a oração está no âmago da própria mensagem”, referiu o padre Carlos Cabecinhas, numa conferência integrada no ciclo dos ‘Encontros na Basílica’.

O responsável apresentou uma reflexão sobre o “Santuário como lugar de celebração e de vivência da fé”, sublinhando que a oração, pedida insistentemente por Nossa Senhora aos Pastorinhos, aquando das aparições, tem um lugar primordial na Mensagem de Fátima.

Segundo o sacerdote, a oração exige “silêncio”, que apresentou como uma das “marcas mais características de Fátima”.

“Para muitos peregrinos, é este silêncio que faz do Santuário de Fátima um lugar especial” acrescentou, numa intervenção divulgada pelo serviço de imprensa da instituição.

Vivemos, hoje, num mundo acelerado e ruidoso. Vivemos tão envolvidos em ruídos, que quase já nem sabermos viver sem alguém a dizer não importa o quê, sem um rádio a tocar, ou sem uma televisão ligada”.

O padre Carlos Cabecinhas é reitor do Santuário de Fátima desde 2011 e é doutorado em Liturgia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma.

A palestra foi seguida de um Recital pelo ensemble vocal ‘Auri Voces’, criado em 2012 e dirigido por Sílvio Vicente, organista do santuário de Fátima desde 2009.

Os ‘Encontros na Basílica’ são uma proposta de reflexão sobre Fátima, que o Santuário está a dinamizar durante o atual triénio (2017-2020) que tem como tema genérico ‘Tempo de graça e misericórdia’.

OC

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