«O voluntariado é sinal profético do nosso tempo» , disse o padre Carlos Cabecinhas

Fátima, 07 ago 2018 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima manifestou “profunda gratidão” aos seus voluntários num passeio, que contou com a participação de cerca de 150 pessoas, mobilizados pelo lema ‘Do olhar e do espanto’, e que teve como destino Arouca.

“Por um lado, da parte do santuário há esta profunda gratidão por aquilo que é o contributo que os voluntários dão e, por outro lado, há este desafio da nossa parte de pedir aos voluntários que se deixem espantar por aquilo que Deus lhes revela”, disse o reitor do santuário mariano.

O passeio realizou-se esta segunda-feira, quando a Igreja celebrou a festa da Transfiguração do Senhor, e para o padre Carlos Cabecinhas o momento de encontro e convívio também “ajuda” os voluntários a verem “o quanto Deus se transfigura diante deles e se manifesta e convida a interiorizar precisamente esta revelação de Deus”.

O passeio é uma forma agradecer aos voluntários, que “durante todo o ano” auxiliam nos vários departamentos da liturgia à vigilância, nas exposições, posto de informações.

“O voluntariado é sinal profético do nosso tempo: Quando tudo parece ter um preço e a gratuidade parece carecer de sentido, o voluntariado vem tornar presente uma outra lógica mais conforme à fé cristã, ao modo como Deus se relaciona connosco e como nos desafia a procedermos uns com os outros”, desenvolveu o reitor.

“Sou de Fátima e desconhecia muitas das coisas que acontecem no Santuário, e tomei consciência numa noite em que na Procissão das Velas me perguntaram se gostaria de levar o andor de Nossa Senhora, e nunca mais parei de servir os peregrinos”, disse Cláudio Ribeiro, voluntário há 18 anos, responsável pelo voluntariado no Recinto de Oração.

O Santuário de Fátima assinala que, “desde as suas origens, foram sempre numerosos” os que disponibilizaram o tempo, por espírito de serviço aos outros e por devoção a Nossa Senhora.

Na Eucaristia, o padre Carlos Cabecinhas explicou que a Transfiguração do Senhor faz “perceber aquilo que aconteceu com os discípulos e isso deve ajudar a interpretar também aquilo que aconteceu com os Pastorinhos de Fátima”.

“Eles souberam experimentar a luz de Deus, ir ao encontro do Senhor, e escutar os apelos e desafios que a palavra de Deus apresenta”, desenvolveu o reitor na Missa que presidiu após a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Arouca, monumento do século XVIII, e terem assistido a um recital de órgão.

O capelão José Nuno Silva, um dos elementos da recém-criada Comissão de Voluntariado, observou que o passeio permitiu “aliar o melhor da cultura e o melhor da natureza”, onde os voluntários visitaram também o Arouca Geopark, Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação.

Para o voluntário Cláudio Ribeiro iniciativas deste género são “algo muito bom e importante para o convívio entre todos”.

‘Do olhar e do espanto’ foi o lema do convívio e, segundo o padre José Nuno Silva revelou que esperam “solidificar os laços e suscitar maior interação e colaboração” com o passeio desta segunda-feira, que foi “o primeiro dia de um novo tempo de voluntariado”.

“Que os voluntários do Santuário de Fátima sejam mais reconhecidos e melhor se reconheçam a si mesmos como dimensão fundamental do colo do mundo que Fátima é, e onde os voluntários têm um papel fundamental no acolhimento a todos os que vêm precisamente à procura de colo e vêm de todo o mundo”, desenvolveu o capelão, divulgou o santuário mariano.

CB

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