Jornadas de Arquivo reuniram cerca de 150 participantes

Fátima, 29 fev 2020 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima promoveu este hoje as II Jornadas de Arquivo, com o tema “Os arquivos audiovisuais e o conhecimento dos fenómenos históricos contemporâneos”.

Durante a intervenção de Marco Daniel Duarte, diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, foram mostradas fotografias inéditas da irmã Lúcia nos Valinhos, em maio de 1946, oriundas de um espólio descoberto recentemente.

As imagens, indicou o especialista, são “memória de uma época que ajudam a recriar Fátima”, como acontece com as fotografias dos peregrinos que se tornam “protagonistas” deste lugar.

A iniciativa, organizada pelo Departamento de Estudos/Serviço de Arquivo e Biblioteca do Santuário de Fátima, contou com cerca de 150 participantes e teve lugar no Centro Pastoral de Paulo VI.

O reitor do santuário nacional, padre Carlos Cabecinhas, falou dos arquivos como “lugares da preservação da memória”, que “permitem conhecer o passado e contemplar o presente”.

“Cuidar do arquivo não é excentricidade, é sim cuidar da memória”, indicou, numa intervenção divulgada pelo Santuário de Fátima.

Na primeira conferência, o diretor-adjunto do Arquivo da Rádio Televisão de Portugal, Hilário Lopes, destacou as dificuldades ligadas à “preservação física dos arquivos audiovisuais, por ser cara, uma vez que deve haver suporte físico e digital”.

“Não é possível preservar acervos audiovisuais sem intervir; quanto mais tarde essa intervenção se fizer maior é o perigo da sua desintegração e perda e mais cara se torna a sua recuperação”, advertiu.

A jornalista Helena Matos, cronista do Observador e da Antena 1, considerou por sua vez que “Fátima é o maior movimento de massas do século XX e as mulheres têm um papel muito importante”.

André Melícias, coordenador do Serviço de Arquivo e Biblioteca do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, explicou que a “imagem é um dos principais meios de difusão de ideias e memórias”, e atualmente esse registo é feito não só por parte de profissionais, mas é também feito pelos peregrinos.

O Núcleo Audiovisual do Santuário de Fátima tem aproximadamente 330 mil fotografias, a mais antiga com data de 13 de julho de 1917; no que toca a vídeo e áudio, há um pré-inventário com 2300 registos.

OC

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