Padre Carlos Cabecinhas perspetiva peregrinação aniversária de 12 e 13 de maio

Fátima, 09 mai 2018 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima considera que a peregrinação aniversária internacional de 12 e 13 de maio abre um novo ciclo de vitalidade para o recinto de oração e para a difusão da sua mensagem.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre Carlos Cabecinhas destaca dois fatores que marcam a peregrinação deste ano: o interesse à volta dos novos santos Francisco e Jacinta Marto; e a vinda do arcebispo de Hong Kong, para presidir às celebrações.

A canonização dos Pastorinhos é um fruto saído da visita do Papa Francisco ao recinto, no Centenário das Aparições, em maio de 2017.

Um acontecimento que, de acordo com o reitor, trouxe “um desafio enorme” para o Santuário.

Em primeiro lugar pelos “novos horizontes” que abriu para a difusão da espiritualidade mariana, enquanto espaço para uma proposta de “santidade” mais “próxima” das pessoas, no tempo e no espaço, a partir da simplicidade de vida de duas crianças.

“Eu recordo que Francisco e Jacinta, os santos Francisco e Jacinta, são os mais jovens santos canonizados pela Igreja, não-mártires. Isto é, com eles abriu-se uma página nova na santidade, na forma como a Igreja encara a própria santidade”, refere o sacerdote.

Para o padre Carlos Cabecinhas, o reconhecimento prestado pela Igreja Católica a Francisco e Jacinta, a par de a outras figuras como a religiosa Luiza Andaluz e o cónego Manuel Formigão, tem trazido “uma nova aproximação à mensagem de Fátima”.

Estes acontecimentos representam mesmo “a maior prova da atualidade de Fátima” e das Aparições, 100 anos depois.

“Nós falamos de Luiza Andaluz e Manuel Formigão, mas poderíamos falar de tantos outros, já com processos a decorrer, que se reviram em Fátima, que encontraram em Fátima precisamente orientação para a sua vivência exemplar como cristãos”, realça o reitor.

Este ano a peregrinação aniversária internacional tem como tema ‘Dar graças pelo dom de Fátima’, e vai ser presidida pelo arcebispo emérito de Hong Kong.

O Santuário de Fátima explica o convite feito ao cardeal John Tong com o aumento que se tem verificado, nos últimos anos, do número de peregrinos provenientes da Ásia, e em especial da China.

Segundo a diretora de comunicação do Santuário de Fátima, só em 2017 passaram pelo recinto de oração “cerca de 35 mil” peregrinos asiáticos, provenientes de países já mais habituais como a Coreia do Sul, a Indonésia, e as Filipinas, mas também de novos territórios como a China, que tem vindo a “trazer cada vez mais” grupos.

Neste sentido, o convite feito ao arcebispo emérito de Hong Kong procura “materializar aquela que tem sido a procura deste santuário, no seu processo de internacionalização”, acrescenta Carmo Rodeia.

Em outubro virá também a Fátima o bispo de Hiroxima, no Japão, D. Alexis Mitsuru Shirahama, como reconhecimento de um continente onde o cristianismo está a florescer.

“É ainda uma minoria, é verdade, mas uma minoria cheia de pujança e de força. E nós queremos também deixar precisamente o sinal deste acolhimento dos peregrinos asiáticos. Queremos dar sinal desta abertura à Ásia, que pretendemos depois potenciar no futuro”, conclui o padre Carlos Cabecinhas.

JCP

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