«Não nos refugiemos na desculpa de que está tudo mal», pediu padre Carlos Cabecinhas

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 15 nov 2021 (Ecclesia) – O reitor do Santuário de Fátima afirmou que os católicos devem ser “pessoas que agem”, que “leem os sinais dos tempos” e que “se mobilizam para a promoção do bem”, na homilia do Dia Mundial dos Pobres.

“Em vez de nos lamentarmos sobre o estado do mundo somos convidados a fazer o bem para o mudar”, disse o padre Carlos Cabecinhas, na missa dominical que presidiu na Basílica da Santíssima Trindade.

O reitor do Santuário de Fátima, divulga o gabinete de comunicação, pediu aos peregrinos que façam “o pouco” que está ao seu alcance em vez de usar isso “como desculpa para a inação”.

“Não nos refugiemos na desculpa de que está tudo mal. Se fizermos alguma coisa no sentido do bem o mundo já ficou melhor”, assinalou.

O reitor do Santuário de Fátima indicou que são “sinais de Deus que provocam” e que “exigem uma ação concreta dos cristãos”, a pandemia Covid-19 que “continua a condicionar a vida; os conflitos e guerras que dilaceram o mundo; as alterações climáticas que põem em causa o futuro das gerações vindouras;  as desigualdades e as catástrofes, os milhões de refugiados e migrantes”.

“Os milhões de pobres que vivem sem o mínimo de subsistência ou condições de dignidade ou os abusos e a falta de união dentro da Igreja”, acrescentou.

O padre Carlos Cabecinhas salientou que a Escritura “não é do fim do mundo que fala” mas da disponibilidade, da vida e da vontade de cada um fazer “um mundo melhor” com o que está ao seu alcance.

“Procuremos discernir no tempo que nos foi dado a viver como dom que podemos fazer de bem”, referiu.

A partir da liturgia deste domingo, o sacerdote explicou que estar preparados significa não ficar à espera nem buscar “as seguranças pelos próprios meios” mas é preciso “confiar em Deus e tornar concreta hoje a sua promessa de salvação”.

A Igreja Católica celebrou este domingo o V Dia Mundial dos Pobres, com o tema ‘Sempre tereis pobres entre vós’, inspirado numa passagem do Evangelho segundo São Marcos (Mc 14, 7) e, no Santuário de Fátima, os peregrinos foram convidados a lembrar os pobres em todos os momentos celebrativos do seu programa oficial.

CB

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