D. Ivo Scapolo preside à peregrinação internacional do 13 de junho à Cova da Iria

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 12 jun 2021 (Ecclesia) – O núncio apostólico em Portugal destacou hoje em Fátima a “feliz, e também significativa, coincidência” da vigília de oração da peregrinação internacional de junho se realizar na memória litúrgica do Imaculado Coração de Maria.

D. Ivo Scapolo recordou “a missão” que a Virgem Maria confiou aos três pastorinhos, “e de maneira particular a Lúcia”, de estabelecer no mundo “a devoção ao seu Imaculado Coração”.

“Sabemos que foi uma missão que a Irmã Lúcia realizou com muita intensidade, fidelidade e perseverança, encontrando um importante apoio da parte dos vários Papas”, salientou o representante diplomática da Santa Sé, na homilia da celebração da Palavra, que decorreu no altar do recinto de oração.

O arcebispo italiano contextualizou, a partir da quarta memória da Irmã Lúcia de Jesus, escrita em 1941, que um dos elementos que caracterizou a segunda aparição de Nossa Senhora, a 13 de junho de 1917, foi o pedido à Virgem Maria que levasse os três pastorinhos “para o Céu”, que respondeu: “A Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar”.

D. Ivo Scapolo lembrou que o Papa Pio XII “estendeu a toda a Igreja” a memória litúrgica do Imaculado Coração de Maria, em 1942, estabelecendo que se deveria celebrar no dia seguinte à Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, e, o Papa São João Paulo II elevou a Memória Litúrgica obrigatória, “para lhe dar maior importância”, em 1996.

Neste contexto, acrescentou que vários Papas efetuaram a “consagração da Igreja e de toda humanidade ao Coração Imaculado de Maria”, em comunhão com os bispos de todo o mundo, respondendo aos pedidos da Irmã Lúcia.

O Papa Francisco cumpriu um “Ato de Consagração a Nossa Senhora de Fátima” no dia 13 de outubro de 2013, no final da Missa por ocasião da Jornada Mariana, na Praça de São Pedro, recordou o núncio apostólico em Portugal.

Foto: Santuário de Fátima

Nesta “noite especial”, o arcebispo convidou os peregrinos a fazer própria umas partes do Ato de entrega a Nossa Senhora de Fátima, que São João Paulo II realizou diante da imagem da Virgem de Fátima (1984), na Praça de São Pedro, no contexto do Ano Jubilar da Redenção.

“A força desta consagração permanece por todos os tempos e abrange todos os homens, os povos e as nações; e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história, e que, de facto, despertou nos nossos tempos”, declarou.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o Santuário de Fátima informou que estão inscritos 12 grupos de peregrinos, cinco portugueses, cinco espanhóis e dois italianos, na segunda grande peregrinação deste ano pastoral à Cova da Iria.

As celebrações têm interpretação em Língua Gestual Portuguesa e podem ser acompanhadas em direto pelos meios do Santuário de Fátima na internet.

Núncio apostólico em Portugal desde 2019, D. Ivo Scapolo começou a homilia a revelar que estava “vivamente agradecido” ao cardeal D. António Marto pelo convite para presidir à peregrinação, “na qualidade de representante do Papa”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o bispo de Leiria-Fátima explicou que o convite ainda não tinha sido concretizado por causa da pandemia e destacou a ligação do Papa Francisco ao santuário mariano.

“Este ano felizmente já pôde fazê-lo. É sempre a presença do Santo Padre, exprime aquela ligação íntima de Fátima ao Papa mas também este particular afeto que o Papa Francisco tem por Fátima e que me exprimiu pessoalmente, quando disse em referência às Jornadas Mundiais da Juventude: ‘Não teria sentido nenhum ir a Portugal sem ir a Fátima’”, disse D. António Marto.

CB

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