Peregrinação acontece há 25 anos e foi presidida pelo cardeal Arlindo Furtado

Lisboa, 03 ago 2019 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima viveu hoje um dia de festa com a 25ª peregrinação das comunidades católicas africanas, sob a presidência do cardeal cabo-verdiana D. Arlindo Furtado.

“Fátima é um altar do mundo, também para o mundo lusófono. Sempre foi para nós uma referência fundamental”, referiu o bispo de Santiago à Agência ECCLESIA.

A iniciativa promovida pela Capelania das Comunidades Católicas Africanas de Lisboa teve como tema ‘A Virgem Maria, discípula do Senhor’, num programa de oração, encontro e convívio.

O cardeal D. Arlindo Furtado sublinha a importância deste encontro como tempo de “revigoramento da fé e de encontro social”, entre amigos, com importância “humana e social”.

O responsável destaca a dimensão de peregrinação, na vida dos católicos, onde quer que se encontrem, como marca de “comunhão humana e cidadania comum”, tanto os “portugueses que são emigrantes” como “os estrangeiros que estão em Portugal”.

“Somos membros de uma única família e isso é muito bonito e é muito importante”, declarou.

O programa da peregrinação ao santuário mariano da Cova da Iria proporciona diversos momentos de encontro, celebração e comemoração, desde 1994.

A capelania dos africanos insere-se no apoio dos Missionários Espiritanos aos imigrantes desde os inícios dos anos 80; com o decorrer dos anos e com o fluxo imigratório em Portugal sentiu-se a necessidade duma reorganização da atividade pastoral junto dos imigrantes.

O responsável pela capelania, padre Andrew Prince, falou num dia de “alegria”, que reúne em Fátima pessoas de várias nacionalidades e mesmo quem se afastou até da vida eclesial.

“Há necessidade de sair, de encontrar outras pessoas, outras realidades, para poder transmitir a fé”, afirma o religioso espiritano.

OC

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