Celebração do 13 de setembro reuniu maior multidão do ano na Cova da Iria

Fátima, 13 set 2020 (Ecclesia) – O cardeal D. António Marto disse hoje na Cova da Iria que a peregrinação do 13 de setembro foi “momento forte e intenso”, sobretudo nos “tempos difíceis” da pandemia, agradecendo o “testemunho de fé que vence o medo”.

“Vimos invocar a cura corporal e espiritual para nós e para toda a humanidade”, referiu o bispo de Leiria-Fátima, no final da Missa celebrada no recinto de oração, perante milhares de peregrinos.

O responsável católico sublinhou que, “para curar as enfermidades do mundo, não basta a Medicina e as técnicas humanas, é necessário também a saúde espiritual”.

D. António Marto convidou todos a “usar a medicina da misericórdia, do perdão e da reconciliação”, que permite “desintoxicar os corações e o mundo da carga de agressividade, de rancor, ressentimento e ódio, de desejos e sede de vingança, que terminam normalmente na violência, até na crueldade”.

“Só o perdão e a reconciliação são capazes de vencer estes males, estas enfermidades, para reconstruir os laços da fraternidade e da paz”, assinalou.

Um mundo onde não há o perdão, de Deus e o perdão recíproco, uns aos outros, é um mundo perdido”.

O bispo de Leiria-Fátima dirigiu, como habitualmente, uma saudação aos mais novos, recordando em particular o início do ano letivo.

“Comecem bem este ano escolar, com muita atenção e muita seriedade, cumprindo as normas sanitárias para que não haja contágio nas escolas”, pediu.

O cardeal estendeu a sua saudação aos doentes da Covid-19 e recordou todos os que morreram, deixando uma mensagem de solidariedade às suas famílias.

D. António Marto pediu ainda orações pela reconstrução do Líbano e pelos refugiados do campo de Moria, na ilha grega de Lesbos.

“Que a Europa seja generosa em abrir-lhes as portas e recebê-los”, apelou.

O bispo de Leiria-Fátima agradeceu, também em nome dos peregrinos, ao presidente da peregrinação, D. Manuel Pelino, bispo emérito de Santarém, agradecendo as suas palavras e conselhos sobre a importância do perdão e da reconciliação.

Foto: Santuário de Fátima

Na sua homilia, D. Manuel Pelino destacou que “o perdão tem de estar sempre presente porque as ofensas, as palavras e atitudes que magoam, as vaidades e invejas que dividem, o azedume das más disposições, estão enraizados no coração humano”.

“O perdão alicerça a convivência fraterna na comunidade e aproxima-nos de Deus, levando-nos a amar como Ele nos ama. Orienta-nos, assim, para uma existência reconciliada e faz resplandecer mais claramente, na nossa vida e na da Igreja, a misericórdia e a graça de Deus”, sustentou o prelado.

O programa evocativo da quinta aparição de Nossa Senhora, em 1917, integrou, pela primeira vez, os peregrinos surdos que fizeram a sua peregrinação nacional.

Esta foi a quarta peregrinação internacional aniversária com a participação de peregrinos, desde o fim do confinamento, e a segunda com grupos estrangeiros inscritos- quatro de Espanha e um de França.

Esta foi a “grande peregrinação deste ano mais participada” por peregrinos na Cova da Iria, informa Santuário de Fátima, que se viu obrigado a encerrar as entradas, a meio da celebração.

Foram ainda deixados apelos constantes para o cumprimento das regras de distanciamento social à multidão de peregrinos, que se dispersou pelo recinto.

OC

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