Guerra na Ucrânia e pandemia de Covid-19 entre as preocupações manifestadas nas orações da vigília

 

Fátima, 12 ago 2022 (Ecclesia) – O bispo de Fall River (EUA) desafiou hoje os peregrinos que acorreram a Fátima, para as celebrações do 13 de agosto, a serem protagonistas de uma nova sociedade, construindo a justiça e a paz.

“Somos responsáveis uns pelos outros e pelo bem comum, por uma sociedade melhor e por manter viva a chama de fé, dos ensinamentos de Cristo e da Igreja. Somos promotores da justiça e da paz”, disse D. Edgar da Cunha, religioso brasileiro que é responsável pela diocese norte-americana, na homilia do momento de oração que decorreu na Cova da Iria.

O presidente da peregrinação internacional de agosto, particularmente dedicada aos migrantes e refugiados, convidou os presentes a “renovar a sua consagração, a sua entrega, a sua pertença a Nossa Senhora de Fátima”.

“As nossas orações, as nossas celebrações eucarísticas, as nossas devoções, as nossas procissões, cantos, decorações, tudo isso tem um objetivo, uma finalidade: a nossa conversão, a nossa união com Cristo, conformar nossa vida ao seu plano, fazer a sua vontade, tornar-nos verdadeiros discípulos de Jesus e finalmente, a nossa santificação”, declarou.

O bispo de Fall River sustentou que “só em Jesus” as pessoas podem ser felizes e sentir-se realizadas.

“Não desistam, não desanimem, não percam a esperança, não percam a confiança”, apelou.

O Santuário de Fátima recebe milhares de migrantes para a peregrinação internacional aniversária de agosto.

Os participantes nas celebrações desta noite e nas de sábado rezam pela paz no mundo, em especial pelas “vítimas do conflito na Ucrânia”, bem como por todos os que foram afetados pela pandemia de Covid-19.

Os momentos de oração evocam ainda os que são obrigados a deixar o seu país, “fugindo da violência ou da miséria”, e por todos os refugiados que são vítimas de perseguição religiosa”.

Após a celebração da Palavra é retomada, após dois anos de interrupção, a vigília de oração animada pelos Secretariados Diocesanos de Migrações, comunidades católicas da diáspora e capelania nacional ucraniana.

As celebrações integram a peregrinação do migrante e do refugiado, no âmbito da 50.ª Semana Nacional de Migrações, que começou na segunda-feira e termina no domingo, sob o tema ‘Construir o futuro com migrantes e refugiados’.

Esta é uma iniciativa da Obra Católica Portuguesa de Migrações, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa que em 2022 completa 60 anos de existência.

A peregrinação inclui, ainda, no sábado, a tradicional oferta de trigo, ação que se repete pela 82.ª vez, iniciada por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica, de 17 paróquias da Diocese de Leiria, que em 1940 ofereceu 30 alqueires de trigo, destinados ao fabrico de hóstias para consumo no Santuário de Fátima.

Para esta peregrinação, estavam inscritos, na quarta-feira, três grupos da Polónia, dois grupos de Portugal e outros dois da Alemanha e de Espanha, além de peregrinos da Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Israel, Itália e Vietname, com um grupo cada.

Edgar Moreira da Cunha, nascido em 1953, foi ordenado padre em 27 de março de 1982, na Igreja de São Miguel, em Newark, no estado norte-americano de Nova Jérsia.

OC

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