Membros da Equipa Nacional do Departamento da Pastoral Familiar

Foto: Jornal da Madeira

Lisboa, 16 mar 2021 (Ecclesia) – O casal Vasco e Margarida Sá Nogueira falam à Agência ECCLESIA da sua admiração pela figura de São José, no ano especial que a Igreja Católica lhe dedica, considerando-o como uma inspiração.

“São José é uma figura que nos atrai bastante e teve um papel importantíssimo na história da salvação, mas muitas vezes é tido como um papel secundário”, disse este casal do Departamento Nacional da Pastoral Familiar ao Programa ECCLESIA que é emitido esta terça-feira na Antena 1 da rádio pública (22h45).

Este casal que vive em Santarém realça que, quando se olha para a Sagrada Família se atribui particular atenção a Jesus e a Maria, mas sublinham que São José também tem uma “importância grande”, sendo há 150 anos patrono da Igreja.

Vasco e Margarida Sá Nogueira falam numa figura “inspiradora” e apreciam a sua “linha orientadora”.

No papel do pai como protetor e como segurança da família e nada da história de Jesus teria sido possível sem São José”.

Apesar da figura de São José não ser “muito referida nos Evangelhos”, Margarida Sá Nogueira reconhece que São José sempre a “inquietou” porque era “um bocado injustiçado, no sentido em que não se lhe dava grande relevância”

A Carta Apostólica ‘Patris Corde’ do Papa Francisco, por ocasião do 150.º aniversário da declaração de São José como padroeiro de universal da Igreja, foi uma iluminação para Margarida Sá Nogueira, no “sentido de compreender melhor a Sagrada Família”.

“São José foi o veículo para Jesus aprender a ternura de Deus”, frisou.

Margarida Sá Nogueira, que foi emigrante na América Latina durante 10 anos, faz uma associação entre a fuga de São José e família com o fluxo migratório dos tempos atuais.

“Muitas famílias partem na busca de melhores condições de vida”.

Nas comemorações do quinto aniversário da exortação ‘Amoris Laetitia’, do Papa Francisco, este casal de Santarém refere que se vive uma “crise muito grande ao nível das famílias”, considerando que o documento ajuda “na consolidação do seio familiar”.

Este casal defende que a ‘Amoris Laetitia’ deve ser lida “como um todo” e não apenas, como aconteceu na altura da sua publicação, “alguns capítulos”.

Os responsáveis elogiam a convocação de um “ano especial” dedicado à família, que a Igreja Católica vai celebrar a partir de 19 de março.

“É uma oportunidade de voltar a recentrar as famílias como fundamentais na educação para a fé e para os valores humanos”, assinalam.

A iniciativa começa na solenidade de São José (19.03.2021) e decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, em Roma (26.06.2022).

PR/LFS

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