Dia Nacional da Santa Sé vai ser celebrado a 19 de março de 2022

Cidade do Vaticano, 01 out 2021 (Ecclesia) – A Santa Sé está presente na Expo 2020, no Dubai, com um pavilhão que promove o encontro entre “a estética, a ciência e a fé” sob a bandeira da fraternidade e do diálogo inter-religioso.

O Conselho Pontifício para a Cultura (Santa Sé) informou hoje que o desejo do Papa Francisco é dar continuidade à Declaração sobre a Fraternidade Humana para a paz mundial e a convivência comum.

Em comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o organismo aponta como símbolos “dois encontros históricos”, entre São Francisco de Assis e o sultão egípcio Malik Al-Kāmil, há 800 anos, e o encontro do Papa Francisco com o Grande Imam Ahmad Al-Tayyib, xeque de Al-Azhar (Egipto), a 4 de fevereiro de 2019, em Abu Dhabi.

“Apesar da pandemia de Covid-19 e da crise económica, a escolha foi estar presente com a sobriedade que tem caracterizado os pavilhões do Vaticano das edições anteriores, também por se tratar da primeira Exposição Universal celebrada num país do Médio Oriente com maioria muçulmana”, acrescenta a nota.

A ‘Expo 2020’, no Dubai, Emirados Árabes Unidos, abriu portas esta sexta-feira e termina a 31 de março de 2022, depois de ter sido adiada um ano por causa da pandemia.

O Conselho Pontifício para a Cultura adianta que o Dia Nacional da Santa Sé vai ser celebrado a 19 de março de 2022.

‘Aprofundando a Conexão’ é o tema do pavilhão, para enfatizar a necessidade de construir relações cada vez mais solidárias entre povos, culturas e crenças, a partir do tema geral desta mostra ‘Conectando mentes, Criando o Futuro’ que congrega mais de 190 países.

O Conselho Pontifício para a Cultura informa que a composição do pavilhão – projetado por monsenhor Tomasz Trafny e o arquiteto Giuseppe Di Nicola – tem uma reprodução do fresco de Giotto ‘Francesco encontra o Sultão’, presente na Basílica de Assis, uma vídeoinstalação e a exposição da edição da Declaração da Fraternidade de Abu Dhabi, editada pela Livraria do Vaticano.

Segundo o organismo da Santa Sé, de “particular importância” é a exibição de originais de alguns manuscritos importantes da Biblioteca Apostólica do Vaticano, que também produziu um pequeno documentário, como: O início de uma tradução árabe (ca. 800-830) das tabelas manuais de Theon Alexandrinus (fragmento proveniente de Bayt al-Ḥikmah em Bagdá); 2) o Liber Abbaci de Leonardo Pisano (Fibonacci, c. 1170 – c. 1250) sobre a introdução de números árabes no Ocidente; Observações sobre a reforma do calendário gregoriano pelo astrônomo português Tomás de Orta (†1594).

Os visitantes, que vão ser recebidos e acompanhados pela Juventude Franciscana, também vão poder ver uma reprodução da ‘Criação de Adão’ de Michelangelo da Capela Sistina, uma versão digitalizada da Torre dos Ventos feita pela NTT Data, e alguns uniformes da Guarda Suíça.

CB/OC

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