A romaria à Nossa Senhora da Boa Nova volta a acontecer, «momento que toca o coração de quem participa»

Foto: Luís Almas

Évora, 23 abr 2022 (Ecclesia) – A festa de Nossa Senhora da Boa Nova, em Terena, na arquidiocese de Évora, volta a acontecer, depois de dois anos de interregno, e há “um desejo grande de voltar a ver a Senhora, uma tradição que passa de geração em geração”.

“Estivemos dois anos sem realizar a romaria mas há uma componente muito forte a esta festa, é uma festa que toca muito ao coração de quem participa, é de gerações, e a Senhora da Boa Nova é muito esperada, este ano há um desejo muito forte de a ver passar”, explica Luis Almas, secretário da mesa da Confraria da Senhora da Boa Nova, em declarações à Agência ECCLESIA.

O responsável adianta ainda que a Senhora da Boa Nova, “até ao século XVIII era conhecida por Santa Maria de Terena”, e a sua festa acontece na oitava da Páscoa, por ser a “Boa nova da ressurreição”, onde em Terena é designada a “festa dos prazeres”.

“Neste domingo de prazeres, o domingo de pascoela, sai ao por do sol a procissão com a Senhora e, à mesma hora, sai da Igreja Matriz de Terena outra procissão com São Pedro, o padroeiro da vila, depois as imagens encontram-se a meio, num momento solene, onde os andores baixam três vezes como que a cumprimentarem-se”, conta.

Segundo Luis Almas a explicação é que “São Pedro vem acolher a mãe a meio do caminho”, depois a imagem de Nossa Senhora da Boa Nova “segue para a Igreja matriz”, neste domingo, 24 de abril, e na segunda feira, feriado municipal, acontece a procissão solene, “percorrendo as ruas de Terena até ao santuário onde acontece depois o convívio popular”.

O Santuário, considerado o “santuário mariano mais antigo do sul de Portugal, com raízes históricas na época medieval” e culto ininterrupto há mais tempo no país, é “muito peculiar e está aberto todo o ano”.

“O santuário é muito peculiar porque conserva a arquitetura original, uma igreja fortaleza, parece um castelo, e no interior conserva a estrutura original, com retábulo muito rico e com pinturas de Francisco de Campos, pintor da corte”, descreve.

Luis Almas evoca a “grande devoção à Senhora da Boa Nova” e depois de dois anos de pandemia e nesta situação da guerra “há a necessidade de pedir esta boa nova da paz”.

Este ano a Eucaristia de domingo, 24 de abril, pelas 17h30 será presidida pelo arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, seguida da procissão.

O secretário da mesa da Confraria da Senhora da Boa Nova reforça que a confraria assegura “a porta aberta deste santuário o ano inteiro”, para quem queira “vir rezar ou fazer visita turística”.

Esta entrevista integra o programa de rádio ECCLESIA, sob o mote da paz, na Antena 1 da rádio pública, deste sábado, pelas 06h00, ficando depois disponível online.

SN

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