D. Francisco Senra Coelho referiu que dar a vida por outro «é coisa rara»

Évora, 02 abr 2021 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora afirmou hoje na homilia da Celebração da Paixão que é necessário ajudar a levar a cruz dos outros e lembrou os jovens privados “do sentido da vida” e a dor das famílias por causa das mortes de Covid-19.

D. Francisco Senra Coelho referiu-se à cruz de tantos jovens, “privados do amor de família, da fé e do sentido da vida”, e à cruz de famílias por causa das “mortes de Covid-19” e os lutos que permanecem em aberto e “feridas por cicatrizar”.

O arcebispo de Évora convidou os diocesanos a perceberem quais as cruzes da sua vida e como podem viver com elas a “esperança com sentido” e como serão “cireneus e bons samaritanos de tantas cruzes em Cristo”.

“Perante a cruz, vamos adorar o Senhor, encontremo-nos com Cristo cireneu. Interroguemo-nos como seremos também cireneus e bons samaritanos de tantas cruzes em Cristo”, disse D. Francisco Senra Coelho na Sé de Évora.

Na homilia da celebração da Paixão do Senhor de Sexta-feira Santa, transmitida pela rede social Facebook, o arcebispo de Évora incentivou cada um a assumir a sua “cruz” e a ajudar “os irmãos a levar as suas cruzes”.

“Eis-nos aqui Senhor, na cruz estás comigo, contigo quero partir ao encontro de tantos e tantas que têm uma cruz sem sentido e, por isso, tantas vezes desesperante. Vem comigo dar sentido a tantas cruzes que precisam de Ti”, disse no final da homilia.

O responsável católico convidou a perceber quais as cruzes que cada pessoa tem na vida e de que forma pode “viver com elas a esperança com sentido”.

“Nesta celebração seremos convidados a apurar o mistério da cruz. A cruz pode simbolizar muitas coisas, desde as nossas maiores alegrias até às maiores tristezas, procurar a presença de Deus em cada uma delas pode ser um desafio para a fé e na verdade não há nenhuma resposta imediata, somente a fé firme e aberta à esperança”, explicou.

O arcebispo de Évora afirmou que “dar a vida por outro é coisa rara”, exemplificando que é apanágio das mães e dos pais, “é apanágio do amor, amor gratuito”.

Na reflexão da Paixão do Senhor de Sexta-feira Santa, D. Francisco Senra Coelho explicou que “mais do que morrer”, Jesus torna cada um “participantes da sua vida”.

A Igreja Católica evoca hoje, Sexta-feira Santa, a morte de Jesus, num dia de jejum para os fiéis, que não celebram a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da cruz.

CB/PR

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