«O mistério do Natal é, pois, um convite de abertura total a Deus e à humanidade» – D. Francisco Senra Coelho

Évora, 18 dez 2019 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora pede que se celebre o Natal “como mistério e proposta de encontro”, numa sociedade “marcada por tantos desencontros”, de consumo e individualista, para que se leve Jesus “aos mais desprotegidos e abandonados”.

“Nesta sociedade marcada por tantos desencontros, celebremos o Natal como mistério e proposta de encontro. Em Jesus, nascido em Belém, encontramos Deus feito Homem e n’Ele nos encontramos com todos os Humanos”, escreveu D. Francisco Senra Coelho na mensagem para o Natal 2019, divulgada hoje.

No documento enviado à Agência ECCLESIA, o arcebispo de Évora afirma que o ruído “da sociedade de consumo” atual “confunde os autênticos valores do Natal”, com propostas meramente fúteis e banais, por isso, os cristãos são chamados a “mostrar a beleza autêntica do Natal, a sua mensagem e os seus desafios”.

“O mistério do Natal é, pois, um convite de abertura total a Deus e à humanidade. É esta abertura que configura a nossa libertação e a nossa felicidade”, assinala.

D. Francisco Senra Coelho explica que em Jesus “Deus vem ligar o que está desligado” e incentiva a manter os «laços» que ligam uns aos outros porque se deixarem “o individualismo toma de tal maneira conta” das pessoas que nem se apercebem como estão “aprisionados” a si próprios.

O arcebispo de Évora observa que com tantas atividades e ocupações o “olhar torna-se inevitavelmente disperso” e, frequentemente, nem no Natal se consegue “parar”, por isso, convida “a parar e a olhar serenamente para Jesus na Sua imagem de encanto e ternura no presépio, e na Sua presença real na Eucaristia”, a humanizar os ambientes “com a força que vem do Evangelho”.

“Façamos do Natal um acontecimento gerador de paz, pois na manjedoura nasceu a paz duradoura. É essa paz que somos chamados a semear na nossa vida e na humanidade”, acrescenta, realçando que “não foi para o mundo ficar igual que Deus se fez Natal”.

Nesta mensagem, D. Francisco Senra Coelho convida a levar Jesus “aos mais desprotegidos e abandonados”, como discípulos e missionários do Natal, que se encontrem com Cristo e saibam ver em quem sofre.

“Que a nossa criatividade pessoal e a criatividade das nossas comunidades cristãs vençam a rotina ou a inércia e percorram caminhos novos de encontros humanizadores. Natal é tempo propício e favorável a gestos comprometidos com a esperança e empreendedores de humanidade”, desenvolve.

D. Francisco Senra Coelho espera também que sejam “compromissos para cada um neste Natal” os valores “supremos da vida humana”, desde o seu primeiro instante até à morte natural, “dignificada, devidamente assistida e acompanhada”, o valor da família, “património imaterial da humanidade e berço natural da vida” e os valores inegociáveis de cada pessoa humana centrem a sociedade na vivência da solidariedade fraterna.

No final da mensagem para o Natal 2019, o arcebispo de Évora também saúda e deseja um “Santo Natal” a toda a sociedade.

CB/OC

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