D. Francisco Senra Coelho projetou celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, pela Igreja Católica

Évora, 29 mai 2019 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora afirmou hoje os cristãos devem promover uma “grande valorização da humanização” das redes sociais, como pede o Papa na sua mensagem para Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019, que a Igreja Católica celebra este domingo.

“A capacidade de estarmos ligados, a capacidade de vivermos a unidade, de fazer a descoberta através dos diversos potenciais, de viver o que é um mandamento novo de amor”, disse hoje D. Francisco Senra Coelho, em conferência de imprensa, destacando a capacidade de ajuda “em grandes catástrofes, em grandes necessidades de campanhas de apoio”.

A mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2019 tem como título ‘Das ‘Community’ às comunidades’, propondo uma reflexão sobre a atualidade e a natureza das relações que se criam na internet.

“Somos chamados à relação, podemos dizer que o ser humano na solidão faz a experiência da morte, quando estamos sozinhos entramos na dimensão da autodestruição, há necessidade de nos encontrarmos”, referiu o arcebispo de Évora, num encontro com profissionais da Comunicação Social que decorreu na sede do jornal arquidiocesano “A Defesa”.

O responsável realçou que as pessoas descobrem o que são “na relação”, na medida em que se relacionam “com os outros” e compreendem a sua “diferença”.

Para D. Francisco Senra Coelho, é “interessante a questão da rede” que o Papa utiliza usa como metáfora com a comunidade, uma vez que as redes sociais deviam “proporcionar encontros” e não “eremitas sociais da informática”.

O arcebispo de Évora salientou a “riqueza imensa que são as redes sociais”, mas alertou que podem tornar-se “absolutamente realidades sem credibilidade, tornar-se um espaço perigoso”, que será necessário ensinar as novas gerações “a evitar, se não houver cuidado de ser rede sólida a partir dos participantes que a tornam espaço credível, seguro”.

“Convinha que as redes fossem preservadas e não se autodestruíssem”, observou.

Segundo D. Francisco Senra Coelho, o Papa parte de uma visão “muito positiva das redes” que não são “inimigo” e são uma “grande possibilidade de diálogo entre os povos, um grande oceano de navegação”.

As redes sociais podiam ser mais educadoras contra o racismo, os abusos nos ambientes de familiares, todas as circunstância de exploração, para a igualdade do ser humano, respeito pela mulher, a segurança dos menores”.

No encontro de apresentação do Dia Mundial das Comunicação Sociais 2019, D. Francisco Senra Coelho agradeceu aos jornalistas o “esforço” em “dar voz a quem não tem voz” e a atenção ao Alentejo, lembrando que o Papa agradeceu o serviço da Comunicação Social à Igreja “na grande questão da problemática da pedofilia”, em “perceber a situação, entender a problemática”, com sugestões a partir da verdade.

CB/OC

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