É necessária «uma nova narrativa de esperança para a Europa», frisou hoje o bispo de Leira-Fátima

Foto AE/JCP, O cardeal António Marto com o arcebispo de Manila, D. Luis Tagle, que preside este ano às celebrações dos dias 12 e 13 de maio em Fátima

Fátima, 12 mai 2019 (Ecclesia) – O bispo de Leiria-Fátima afirmou que “movimentos populistas e nacionalistas, de intolerância e exclusão” estão a “fazer sentir a sua voz” na Europa e a marcar “a campanha para as próximas eleições europeias”.

“A Europa está a ser sacudida por movimentos e ideologias populistas e nacionalistas de intolerância e exclusão que estão a faze ouvir a sua voz, e até forte, na atual campanha para as eleições europeias, que não só põem em causa o projeto da União Europeia como desestabilizam as nossas democracias”, disse o D. António Marto.

Na sua intervenção durante a conferência de imprensa de apresentação da Peregrinação Internacional de maio ao Santuário de Fátima, o cardeal Marto lembrou que “o projeto europeu está ainda incompleto e enfrenta crises, algumas delas graves de ordem económica e financeira, demográfica, ambiental, de desocupação, de desigualdades sociais, de aumento da pobreza e do terrorismo”.

O bispo de Leiria-Fátima frisou os “benefícios alcançados” ao longo dos anos com “o projeto europeu” e disse que é necessária uma “nova narrativa de esperança para a Europa que vença os mais diversos medos que a assaltam”.

D. António Marto afirmou que a “matriz cristã” da Europa “permitiu ultrapassar crise a atrás de crise” e espera que “essa arma” seja utilizada de novo para “combater os populismos”.

“Não percamos a memória e utilizemos essa arma de novo. Está em risco o futuro da casa comum europeia”, advertiu o cardeal de Leiria-Fátima.

Aquele responsável católico fez referência à atual crise das migrações, que está a levar a sociedade a “uma situação insustentável”, face à “intolerância diante dos migrantes e refugiados”.

Uma problemática que, na opinião de D. António Marto, “exige uma solução política concertada, concretamente através dos pactos globais para as migrações, propostos pela ONU.

Mas requer “também uma mudança cultural na base do respeito pela dignidade de toda a pessoa, independentemente da raça, cultura e religião, e na base da solidariedade”, completou o cardeal português.

PR/JCP

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