Presidentes das Conferências Episcopais da Europa realizaram encontro anual nas plataformas digitais

Lisboa, 26 set 2020 (Ecclesia) – Os presidentes das Conferências Episcopais da Europa afirmaram que o isolamento em relação aos outros como defesa pessoal “é contra os direitos humanos” e lembram que ninguém “deve ser excluído” na distribuição de uma vacina contra a Covid-19.

No fim da Assembleia Plenária do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), que este ano decorreu não presencialmente mas através das plataformas digitais, os bispos dirigem uma mensagem à Europa, no contexto da pandemia.

“Se a relação faz parte da nossa natureza, então todo o isolamento em relação aos outros para defesa pessoal, todo o interesse individual, a ponto de lucrar com os adversidades, é contra a dignidade da pessoa, contra a comunidade: é contra os direitos humanos”, afirmam.

No documento do CCEE, sublinha-se que “ninguém deve ser excluído, também na distribuição da vacina”.

Os bispos europeus indicam a necessidade de uma “confiança redescoberta” para “encarar o futuro” com “confiança nos outros e na vida” e apelam a uma “solidariedade renovada entre as pessoas, os povos e as nações”.

“A experiência universal mostra que todo o ser humano tem necessidade dos outros, que ninguém é autossuficiente. Basta um vírus invisível para acabar com a ilusão de ser ‘invencível’”, afirma-se no documento.

A Assembleia Plenária da CCEE expressa “gratidão aos médios, aos operadores sanitários, às forças de segurança, aos voluntários que, na exemplo de Cristo, têm ajudado a população em dificuldade, especialmente os mais frágeis”.

Os bispos da Europa recordaram o “drama de tantas pessoas refugiadas e migrantes” e afirmam que “é necessário trabalhar em conjunto e continuar a dialogar com os governantes para defender a vida e a dignidade de todas as pessoas”.

“Esperamos uma solução pacífica na Bielorrússia no caminho do diálogo e da reconciliação. Além disso, estamos próximos do povo libanês, profundamente ferido pelos acontecimentos recentes”, acrescentam.

A CCEE dirige-se também às comunidades crentes expressando “admiração e afeto pela resposta imediata nesta situação de crise”, exortam ao trabalho “em conjunto com outras confissões cristãs e com outras religiões” e apelam à “paciência e perseverança” para retomar a vida das comunidades religiosas.

PR

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