«É necessário que todos os Estados-Membros façam propostas concretas» – Vincenzo Bassi

Foto: Arlindo Homem

Bruxelas, 04 mai 2020 (Ecclesia) – O presidente da Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa (FAFCE) afirma que as famílias e empresas “devem ser ajudadas juntas” porque “andam de mãos dadas”, perante a pandemia de Covid-19.

“É necessário que todos os Estados-Membros façam propostas concretas de apoio às famílias, adaptadas à emergência histórica que estamos experimentando”, refere Vincenzo Bassi, num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O responsável da federação, que representa 27 associações nacionais e locais, destacou positivamente as declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que, na quinta-feira, referiu que as políticas monetárias devem incentivar os bancos a continuarem a emprestar às famílias e empresas durante a crise.

“Congratulamo-nos com as medidas do BCE para conceder mais ativos e crédito às famílias, mas precisamos agir com mais rapidez e eficácia em todos os níveis”, explicou o presidente da FAFCE

A Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa vai acompanhar “cuidadosamente” as conclusões da videoconferência informal dos ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da união Europeia, organizada pela presidência croata da UE, esta terça-feira.

No dia seguinte, o conselho da FAFCE vai realizar a sua reunião da primavera com “31 representantes de associações familiares de 18 países europeus”, por videoconferência.

Federação das Associações de Famílias Católicas da Europa representa  associações nacionais e locais e apresenta-se como “a voz das famílias numa perspetiva católica”; o organismo participa no Conselho da Europa e é membro da Plataforma de Direitos Fundamentais da União Europeia.

Em março, a FAFCE incentivou à redescoberta dos relacionamentos no contexto da pandemia Covid-19 alertando que “é a solidão que corre o risco de se espalhar”, contabilizando que existiam “cerca de 44 milhões de famílias unipessoais na Europa e 32% das pessoas com mais de 65 anos vivem sozinhas”.

CB/OC

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