Espectro da fome ameaça o Haiti

O secretariado de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas lançou um alerta ao Governo do Haiti e às forças internacionais que tutelam o país: sem a reparação e abertura imediata do porto de Gonaïves, toda a região em torno da cidade pode sucumbir diante da escassez de alimento que aflige a população. “Apenas desta maneira seria possível a distribuição de alimentos, especialmente arroz, na cidade mais devastada pela tempestade tropical Jeanne, que açoitou o norte do país no mês passado”, explica o organismo internacional. Até o momento, as agências humanitárias conseguiram distribuir ajuda a cerca de 54 mil famílias, mas de acordo com a ONU “não foi possível ter acesso a mais pessoas por causa das dificuldades provocadas pelo encerramento do porto, principal via de abastecimento”. A situação em Gonaïves é preocupante também por causa da lama que continua a cobrir toda a cidade, tornando precários os abrigos humanitários. A destruição deixou o país ainda mais vulnerável à aproximação de outra tempestade ou furacão pelo mar do Caribe, além de impedir as actividades normais de grande parte da população, como a pesca. Segundo a ONU, cerca de 1.500 pessoas morreram no país, a maioria em Gonaïves, e 900 permanecem desaparecidas devido às inundações e dos deslizamentos de terra produzidos pela passagem do Jeanne. Em Portugal, face ao agravamento da situação humanitária no Haiti e para aliviar o sofrimento de todos os que estão a sofrer com a tragédia que se abateu sobre a região mais pobre das Caraíbas, a Cáritas Cáritas Portuguesa está a promover uma Campanha de Recolha de Donativos. A Cáritas pretende expressar a sua solidariedade a todas as vítimas da tragédia e respectivas famílias e apela à “consciência solidária dos portugueses, das empresas e de outras organizações sociais”. Os donativos podem ser feitos para a Campanha “ CARITAS: AJUDA HAITI“ na conta da Caixa Geral de Depósitos, com o NIB 003506970063000753053.

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