Leão XIV vai passar por Madrid, Barcelona e Canárias, na primeira visita de um pontífice ao país em 15 anos

Madrid, 06 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa inicia hoje a visita que o vai levar à Espanha, de 6 a 12 de junho, num roteiro que inclui as cidades de Madrid e Barcelona, terminando com duas etapas no arquipélago das Canárias.
A viagem tem início esta manhã, em Madrid, com uma cerimónia oficial de boas-vindas no Palácio Real, seguida de uma visita de cortesia aos reis de Espanha e de um encontro com autoridades, sociedade civil e corpo diplomático.
Aqui, o Papa profere primeira das 22 intervenções previstas, entre discursos, saudações e homilias.
A agenda na capital prossegue com uma visita ao projeto social “CEDIA 24 horas”, junto de pessoas em situação de sem-abrigo, e uma vigília de oração com os jovens na “Plaza de Lima”.
No domingo, o Papa preside à Missa e à procissão do Corpo de Deus na “Plaza de Cibeles”, mantendo depois um encontro privado com a Ordem de Santo Agostinho e um evento com o mundo da cultura, da arte, da economia e do desporto na “Movistar Arena”.
O último dia em Madrid, a 8 de junho, começa com encontros dedicados às autoridades políticas, com o primeiro-ministro e com os deputados no Parlamento espanhol.
Leão XIV vai reunir-se ainda com os bispos espanhóis na sede da CEE, prestando depois homenagem à Virgem da Almudena, antes de um grande encontro com a comunidade diocesana no Santiago Bernabéu.
O Estádio acolhe a bênção das primeiras pedras de 17 novas paróquias, sinalizando o atual crescimento demográfico e o aumento da prática religiosa juvenil nos bairros periféricos de Madrid.
A 9 de junho, após um encontro com voluntários, o Papa viaja para Barcelona, onde o programa arranca com a oração da hora média, na Catedral, e uma vigília no Estádio Olímpico Lluís Companys.
Na quarta-feira, 10 de junho, Leão XIV visita o centro penitenciário “Brians 1”, reza o Rosário na Abadia de Montserrat e partilha uma refeição com a comunidade beneditina local.
O final da tarde está reservado para a Missa na Basílica da Sagrada Família, momento em que o Papa vai inaugurar a torre de Jesus Cristo.
A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) destaca que este ato se enquadra no centenário da morte de Antoni Gaudí, cuja obra continua a colocar a “beleza ao serviço da fé”.
A reta final do percurso apostólico centra-se no arquipélago das Canárias, região fortemente marcada pelas rotas migratórias.
Os bispos espanhóis sublinham que a presença do Papa neste território é um apelo a olhar para a “dignidade” de cada pessoa e a apoiar, com “caridade concreta”, aqueles que sofrem “a dureza do desenraizamento”.
A 11 de junho, em Las Palmas (Gran Canária), o Papa visita o porto de Arguineguín para escutar realidades de acolhimento aos migrantes.
Depois de reunir-se com o clero e os agentes de pastoral na Catedral de Santa Ana, o dia termina com a celebração da Eucaristia no Estádio de Gran Canária.
Na manhã de sexta-feira, 12 de junho, a viagem prossegue para Tenerife, com o pontífice a deslocar-se de imediato ao centro de migrantes “Las Raíces” e à “Plaza del Cristo de La Laguna”, dedicada à integração destas populações.
A viagem apostólica a Espanha encerra-se com a Missa no porto de Santa Cruz de Tenerife, partindo o voo papal de regresso a Roma pelas 15h00.
Para acompanhar os preparativos, a Igreja local lançou o portal “conelpapa.es“, convidando os fiéis a prepararem este evento eclesial com um “clima de acolhimento e participação”.
A visita do pontífice decorre a convite do rei Felipe VI e da CEE.
Esta será a quarta viagem internacional do pontificado, depois das visitas à Turquia e Líbano, em 2025, ao Mónaco e à passagem por quatro países africanos (Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial), já este ano.
Esta é a primeira visita de um pontífice ao território espanhol desde a JMJ 2011, em Madrid, presidida por Bento XIV, que passou também por Valência (2006), Santiago de Compostela e Barcelona (2010).
São João Paulo II esteve cinco vezes na Espanha.
OC
