Arcebispo de Braga enviou mensagem à Junta Regional, recordando situações de pessoas necessitadas

Foto: Agrupamento Escuteiros Nogueiró, Braga

Braga, 13 abr 2020 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga pediu aos escuteiros que, neste tempo de pandemia, possam manifestar a “disponibilidade” e o sentido de “responsabilidade”, colocando-se ao “serviço” dos que mais precisam.

“O dever e a obrigação de deixar este mundo um pouco melhor do que aquilo que se encontrou. Quantas vezes já ouvistes estas palavras. Eu hoje repito-as pedindo a cada um de vós uma reflexão sobre o seu significado”, afirmou D. Jorge Ortiga, numa mensagem de Páscoa dirigida ao Corpo Nacional de Escutas da Região de Braga, publicada pela arquidiocese minhota na sua página de Facebook.

O responsável reconheceu que neste contexto de “pandemia do coronavirus” há implicações que agravam a “situação de pessoas com necessidades, pessoas com muitos problemas onde é necessário encontrar uma resposta para ajudar quem mais precisa”.

“Esta situação é o momento privilegiado para o escuteiro exercer o seu dever ser: estar sempre ao serviço, não se fechar em si e nas sedes, mas partir para ir ao encontro das diversas solicitações que hoje, e porventura desencadeadas pela nova situação, vos poderão ser solicitadas”, sublinhou.

D. Jorge Ortiga fala em situações “diversas, algumas corajosas, porventura arriscando a própria vida”, mas reconhece no escuteiro a capacidade de “ultrapassar sempre as dificuldades” e a vontade de querer deixar “uma marca na sociedade que é o serviço”.

O escuteiro “não tem medo”, indicou, lembrando Baden Powel, quando o fundador dos Escuteiros afirmou que o serviço “não é uma ocupação de tempos livres”, mas algo para “ser posto em práticas todos os momentos”.

“Que a vossa Páscoa não contemple a história e perceba apenas o que outros vão fazendo mas que sejais capazes de caminhar neste mundo, no meio desta situação concreta. Que a Páscoa de 2020 tenha um sentido especial, com uma alegria maior em servir e uma disponibilidade mais efetiva para poder ser útil à Igreja e à sociedade”, pediu o arcebispo primaz.

D. Jorge Ortiga desejou que os escuteiros, à semelhança de Jesus, tenham um “dinamismo e vontade, para reconhecer que o mundo pode ser melhor” e que esta atitude aconteça “não com teorias mas com o testemunho e a prática diária, não apenas uma vez por dia, mas sempre que puder acontecer”.

“Que a Páscoa vos faça renascer, ressuscitar e mostrar um espírito escutista autêntico e verdadeiro”, finalizou.

LS

Partilhar:
Share