Presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas fala em cumplicidade entre escola e famílias e deseja “bom acolhimento” no início do ano letivo

Lisboa, 14 set 2019 (Ecclesia) – Fernando Magalhães,  presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas e diretor do Externato Frei Luís de Sousa, em Almada, considera que os professores têm de ser “indicadores de esperança” e que entre a escola e as famílias tem de haver cumplicidade. 

“O papel do professor é crucial a estes dois níveis, a paixão e o sentido da verdade, os miúdos procuram muito em nós, nem sempre de forma consciente, o afeto procuram sempre e a identificação, e, neste misto, criam este mecanismo, esta garantia de parceiro é que os leva para um rumo de esperança e nós temos de ser esperança para estes miúdos”, refere em declarações à Agência ECCLESIA. 

Fernando Magalhães considera que há indicadores demais de “não esperança” e aponta que os professores têm de ser “indicadores de esperança”. 

“Nós temos de ser indicadores de esperança para estes miúdos, não estamos a assegurar um sistema de ensino porque assim está estipulado, estamos mais para além disso e isso é concretizado pelo projeto das Escolas Católicas é a construção integral da pessoa como Jesus disse para fazermos, formar essa pessoa, amando, esperando, acreditando e vacilando no caminho”, defende. 

Neste início do ano escolar o apelo à envolvência e participação das famílias é reforçado e o diretor do Externato Frei Luís de Sousa, em Almada, explicou que a necessidade de cumplicidade na comunidade educativa pode fazer toda a diferença para o resto do ano. 

“Quando falamos disso o que precisamos é cumplicidade, mais do que parceria e cooperação… o que se precisa é cumplicidade, famílias e escola temos de ser bons cúmplices; trago a imagem do casamento, de facto esta imagem é a melhor”, aponta.

No tema de educação Fernando Magalhães refere que a missão de “educar é da família” e que a escola é a “companheira, parceira, amiga de estrada”.

“E como eu gostava que os pais pudessem, no panorama nacional, escolher quais os parceiros de educação, os seus cúmplices, para os seus filhos, sem quaisquer limitações”, confessa. 

O diretor do Externato Frei Luís de Sousa, em Almada, traz ainda o exemplo daquele estabelecimento de ensino que, aponta a experiência dos alunos mais velhos como exemplo para os que começam os estudos. 

“Não é nenhuma novidade mas resulta pegar nos alunos mais velhos para o acolhimento aos mais novos, estarem implicados numa dinâmica protagonizada por eles, mais velhos; depois os alunos do secundário recebem universitários e diplomados, que foram ex alunos e que vêm falar do que se tornou importante… são pessoas de fora que vêm dizer o que todos dizem mas que os faz pensar, nós temos de ir ao encontro deles, esta é uma forma”, admite.

O início do ano escolar é um ciclo que se retoma a cada ano, com as novidades, preocupações e angústias da parte dos professores, alunos e famílias, por isso Fernando Magalhães considera que a aposta tem de iniciar por um bom acolhimento. 

Foto: Educris

“A escola que cumpra a sua missão neste registo, com um ambiente favorável ao que há para fazer e torna-se mais fácil, é essencial que a escola cumpra a missão de educação, acréscimo de competências, e de formação, de crescimento de ser… com bom clima e bom ambiente, e um bom e bem estar é melhor para cumprir esta missão”, esclarece. 

Com a “rotina acelerada dos pais” as crianças e jovens têm também novas exigências e as escolas já oferecem várias respostas mas fica ainda a faltar tempo. 

“As escolas podem proporcionar muitas coisas mas ficava mesmo feliz se, depois disso nos tempos de quebra, houvesse bons tempos em família, mas infelizmente não são esses os relatos…”, lamenta. 

A entrevista com Fernando Magalhães, presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas e diretor do Externato Frei Luís de Sousa, é mote para o programa Ecclesia, do próximo domingo, pelas 06h00, na Antena 1 da rádio pública, ficando depois disponível no site da Ecclesia

SN

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