Responsável prepara caminho até à JMJ Lisboa 2023 mas considera “determinante pensar o pós jornada”

Foto: Universidade de Aveiro

Braga, 10 set 2002 (Ecclesia) – O padre Eduardo Duque, diretor do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior, disse à Agência ECCLESIA que têm de ser criadas mais “oportunidades para chegar aos jovens universitários” e defende que é “determinante pensar o pós jornada”.

“Vai ser um ano muito bonito porque vamos poder trabalhar estes jovens que ouvem falar na JMJ Lisboa 2023, que se vão inscrever e teremos oportunidade de nos aproximarmos deles mas temos de ter cuidado com a pré jornada e, pensar o pós jornada, é determinante”, alerta o responsável em declarações à Agência ECCLESIA.

O padre Eduardo Duque defende “como um jovem universitário olha para o fim do seu curso, pondera o melhor e uma continuidade, também temos de olhar as JMJ Lisboa 2023 e o após, o que vai ficar”.

“Na pastoral do Ensino Superior acreditamos que temos de criar mais oportunidades, mais processos, mais relação e cultivo de amizades, se isso não houver depois no pós jornadas perdemos esses jovens”.

O diretor do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior partilhou ainda que está a ser preparada uma estratégia de caminho até à JMJ Lisboa 2023 mas aponta que os jovens universitário deveriam ter “inscrição conjunta”.

“Estamos a trabalhar com a equipa JMJ para tentar otimizar alguns projetos e estamos a tentar que as inscrições sejam feitas em conjunto para que os universitários, que são diferentes em idades, origens, cursos ou visões da Igreja, mas partilham a cosmovisão de serem universitários possam criar relações de proximidade para que possamos trabalhar as questões do evangelho”, adianta.

O sacerdote acredita que “inscrevendo os jovens universitários como grupo” possa ser “facilitar e fortalecer os laços e conexões entre eles”, e possa ser continuado no tempo depois das Jornadas.

“O grande desafio para este ano é que a Igreja é feita por processos e Francisco tem-nos levado a viver esta dinâmica, mas os processos têm de ser concluídos e a JMJ tem de ser a manifestação destes processos e a pastoral universitária, envolvendo o maior numero de jovens possível neste caminho, neste querer cuidar uns dos outros, acreditamos que isso vai ficar na Igreja e na vivência na JMJ”, afirma.

“Abrir a janela e ver além do nariz” foi uma das frases que o Papa Francisco referiu numa das últimas entrevistas e, citada pelo entrevistado, para definir o “ar renovado dos jovens universitários” neste início do ano académico “em liberdade”.. 

“Espera-se dos universitários uma linguagem renovada, que é própria de ser jovem, linguagem moderna e diferente e, porque se espera isso, eu acredito que eles vivem constantemente com a janela aberta, com ar renovado, e este ano inicia sem restrições, com novas aprendizagens pós pandemia e em liberdade”, refere. 

SN

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