20.º Interescolas juntou 5 mil participantes, oferecendo «passaporte da alegria»

Fátima, 27 mai 2022 (Ecclesia) – Cinco mil participantes marcaram hoje presença no encontro nacional de alunos do 1º Ciclo da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), de regresso a Fátima, após dois anos de interregno por causa da pandemia, para celebrar e refletir sobre o tema ‘Com EMRC, tu és especial’.

António Cordeiro, coordenador do Departamento de EMRC no Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), falou aos jornalistas de uma disciplina “necessária” e “muito acarinhada” pelas famílias, incluindo algumas não-crentes, pela sua “visão holística, centrada na pessoa”.

“Quer no dia a dia da escola, quer aqui, falamos sempre de encontro. Na nossa disciplina, existe sempre esta vertente de acolher pessoas, a quem oferecemos um percurso de vida, marcado pelo encontro”, acrescentou.

O responsável destacou o “olhar” sobre a pessoa, sobre o outro, proposto pela disciplina, para que as crianças dos primeiros anos de escolaridade “olhem mais alto”.

Outra preocupação assumida pelo responsável é levar os alunos de EMRC a “cuidar do espaço que habitam” – num encontro que procura eliminar a utilização do plástico – e a transmitir “uma mensagem de paz”, face ao atual cenário de guerra.

O encontro contou este ano com um “passaporte da alegria”, para uma viagem “imaginária” que passou por diversos valores da disciplina, centrados no encontro e no cuidado pelo outro.

“Eles fazem uma viagem como estrelas, são convidados a ser estrelas desta humanidade”, acrescentou António Cordeiro.

O dia do 20.º Interescolas de EMRC começou pelas 09h00 e ficou marcado pela participação dos alunos num momento cultural, com a peça teatral ‘Uma Viagem especial’, a cargo da companhia Espelho Mágico, e um encontro, com todo o grupo, na Basílica da Santíssima Trindade.

Fátima Nunes, da equipa nacional da EMRC, coordenou a atividade nacional, um momento de “reencontro” que superou as expectativas, quanto ao número de participantes.

“Isto revela que a disciplina mexe com as crianças”, aponta, sublinhando que a sessão cultural teve de ser desdobrada em três sessões, para poder responder a todas as solicitações.

A responsável sublinhou que o encontro quer permitir que as crianças “levem para casa a alegria de viver, de partilhar, de estar com os outros”, depois de um “dia feliz”.

Agradecendo aos professores de EMRC que “trazem no coração todos os seus alunos”, procurando valorizar cada participante como “uma pessoa única, amada”, Fátima Nunes destacou “um trabalho progressivo, sem pressa, para que as escolas percebam que a disciplina é uma mais-valia não só para os alunos, mas também para a comunidade escolar”.

Cândida Madureira, professora de EMRC no Patriarcado de Lisboa, trabalhava no SNEC quando nasceu o “sonho” deste encontro nacional dos alunos mais jovens da disciplina, em 1990, uma iniciativa que cresceu ao longo dos anos como “um dia de celebração e de encontro”,

“Este sonho passa pela educação integral das crianças, em que muitos professores estavam e estão envolvidos”, indicou.

Passadas duas décadas, a docente afirma que “o sonho cresceu e permanece no coração de muita gente”.

Para a antiga responsável do 1º ciclo no SNEC, a EMRC é “um elemento muito válido” na escola, ajudando as crianças a crescer “em valores humanistas e cristãos”.

“A base do Cristianismo é a vivência em comunidade. Aqui, as crianças podem ter a perceção que somos muitos, os que acreditamos, e queremos que a escola seja um espaço feliz, de crescimento, onde todos cabem”, concluiu.

LS/OC

 

 

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