Reitora da Universidade Católica é a convidada da entrevista da semana à Agência ECCLESIA e à Renascença poucos dias após ter sido reconhecida como a melhor Universidade em Portugal.

Isabel Capeloa Gil comentou o acesso ao ensino superior, que deixa muita gente de fora, disse que Portugal precisa da Faculdade de Medicina que a Católica deseja lançar, esperando “qualidade e isenção” na avaliação do ciclo de estudos proposto, e referiu-se à ligação da UCP ao Papa Francisco, agora com a mediação de um cardeal, D. José Tolentino Mendonça

Foto Agência ECCLESIA/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP

Entrevista conduzida por Ângela Roque (Renascença) e Paulo Rocha (Agência ECCLESIA) 

A Universidade Católica e as suas faculdades têm-se destacado nos últimos anos em vários rankings internacionais. Neste mês de setembro foi reconhecida pela ‘Times Higher Education’ com a melhor Universidade em Portugal, com destaque para o desempenho em investigação e impacto. Ficou na posição 351 a nível mundial, mas à frente das restantes instituições de ensino superior nacionais que integram este ranking. Que importância tem a esta distinção?

O ranking da ‘Times Higher Education’ é um dos mais prestigiados do mundo. Há vários tipos de rankings, este é o único que é auditado pela ‘PricewaterhouseCoopers’ (PwC), para validar de forma robusta e sem dúvidas os seus resultados. A ‘Times Higher Education’ tem um conjunto diferenciado de rankings, este é o chamado ‘World University Rankings’, que congrega 1396 universidades de todo o mundo, que conseguiram os mínimos, em termos de resultados de investigação, para poderem ser avaliados. Cerca de 5000 Universidades apresentam dados, mas o ranking baseia-se num conjunto de dados que não são fornecidos pelas instituições, e que são os tais dados de investigação. O que significa que as instituições têm de ter produzido, nos últimos cinco anos, pelo menos mil papers (artigos científicos) em revistas e publicações das áreas de investigação de cada uma das instituições.

 

Portanto, esta posição 351 não é desprestigiante?

Não, é o primeiro quartil, significa que é muito prestigiante. Há que explicar também que este resultado é o resultado de toda a Universidade, dos seus centros de investigação, dos docentes e sobretudo da estratégia que foi adotada, a partir de 2013, de normalização da afiliação dos investigadores da instituição. Os centros de investigação da Universidade, que são 15, e as próprias faculdades, cada um dos investigadores quando se apresenta numa conferência internacional, ou publica artigo científico, tem de indicar a afiliação. Na área das humanidades, sobretudo, quando as publicações não são feitas em revistas de especialidade, mas em coletâneas de artigos, muitas vezes as pessoas não colocam a afiliação. E uma das indicações que a Universidade, na sua estratégia de desenvolvimento e investigação, veio a aplicar e a desenvolver foi que todos têm um modelo próprio de indicar a sua afiliação à instituição. O logo ‘UCP’ tem de estar em tudo aquilo que os investigadores produzem, de forma a poder ser agregado pelos grandes motores de busca, como a Elsevier, que fazem a agregação dos dados de investigação e depois medem o impacto.

O facto de, antes de 2018, a instituição não estar considerada foi por duas razões: a primeira era porque não se preenchiam dados e a segunda foi porque os dados de investigação e da afiliação dos investigadores não estava normalizado. Agora está!

Portanto, não somos nós sequer que produzimos. Ficámos muitíssimo contentes, é um grande resultado para a investigação de elevadíssimo topo produzida pela Universidade Católica, e que deve orgulhar todos os portugueses.

 

E que áreas de investigação mais contribuíram para essa posição da Universidade Católica?

Nós temos áreas que, pela sua natureza, porque o modelo de produção de conhecimento está mais ancorado em revistas indexadas, áreas mais quantitativas, como a das ciências naturais e da saúde, tiveram aqui um impacto importante. No entanto a ‘Scopus – Elsevier’, as duas instituições que fazem a agregação de dados para a ‘Times Higher Education’, já não se limitam só a áreas como a biotecnologia, a química, a economia, a gestão, as engenharias, fazem já uma agregação muito lata das áreas das ciências sociais, onde a Universidade Católica tem muita investigação de relevo, e também das humanidades. Portanto, este resultado é o resultado do conjunto da instituição, o que é um extraordinário reconhecimento.

Produz-se conhecimento com relevo internacional nas áreas das humanidades, que muitos consideram que são áreas menos internacionalizáveis. É uma falácia, porque não são de todo! São uma área particularmente importante nos tempos que correm, porque nos ajudam a pensar a posição do ser humano no mundo de outra forma, como se agregam nas áreas das ciências naturais, da saúde, da matemática, das engenharias.

 

Já teremos oportunidade de abordar de voltar ao tema das humanidades… No início de um novo ano letivo, que dados tem sobre o número de alunos e os cursos mais relevantes?

Nas admissões à Universidade, estamos basicamente em linha com o ano passado, temos um crescimento de 3%, em média, nos quatro Campus da Universidade, o que é bom. Temos um enorme crescimento nos mestrados e nos estudantes internacionais a nível dos ciclos de pós-graduação. Nos ciclos de estudo mais requisitados, ou que têm maior número de candidatos, infelizmente muitos não podem ser admitidos (e gostava de dizer alguma sobre as admissões e o modelo de acesso ao ensino superior). Mas, os cursos com maior número de candidatos são Direito, em primeiro lugar, Gestão e Economia, Ciências da Comunicação, e depois a área das Ciências da Nutrição e das Bioengenharias, no Centro Regional do Porto. Ciência Política e Relações Internacionais também foi um dos cursos que teve um número muitíssimo elevado de candidatos este ano, mas em geral todos os cursos cresceram. Nos últimos anos temos tido também um crescimento muito interessante na área da medicina dentária, que é um ciclo de mestrado integrado em Viseu.

Foto Agência ECCLESIA/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP

À espera da Medicina

A criação de um curso de Medicina é um sonho antigo e uma ambição da Universidade Católica, mas a Ordem dos Médicos está contra e enviou recentemente um parecer negativo para a Agência de Avaliação do Ensino Superior, que é a entidade a quem cabe decidir se o curso vai, ou não, abrir. Como é que reage a esse parecer?

O parecer da Ordem dos Médicos é um parecer de uma organização profissional que defende o acesso à profissão. Escuso-me a comentar os pormenores do parecer, porque em primeiro lugar não cabe à Ordem dos Médicos avaliar académica e cientificamente a qualidade de um ciclo de estudos.

As ordens profissionais têm uma função muito importante que é a de regular a profissão. Mas a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Portanto, a avaliação do novo ciclo de estudos tem que ser feita por comissões científica e pedagogicamente qualificadas, e essas são as comissões que nós acreditamos que a A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) terá criado com toda a qualidade e isenção. É essa a expectativa da Universidade Católica, que haja isenção.

 

Este parecer não é vinculativo.

Não é vinculativo.

 

Mas também não pode ser ignorado…

Não pode ser ignorado, enfim… A Agência de Acreditação fará o que entender com o parecer. O parecer tem muitas imprecisões, como a Universidade já teve ocasião de dizer, faz um conjunto de tresleituras, mas tem que se compreender de onde é que o parecer vem, e a questão é que um novo curso de Medicina, e sobretudo o curso de Medicina que a Universidade Católica traz, vai robustecer o sistema científico nacional.

 

Faz falta este curso?

Faz falta, não só para os estudantes portugueses, mas também pela possibilidade de poder vir a atrair estudantes internacionais. É um contrassenso pensar que é preferível que os estudantes portugueses que desejam seguir cursos de Medicina o façam na República Checa, em Espanha, no Reino Unido, reforçando o PIB desses países e criando riqueza nesses locais, do que criar um pequeno… porque o número de lugares que a Universidade quer criar neste novo ciclo de estudos são 100 lugares, portanto não estamos a falar de formar mais mil novos médicos por ano. Por isso, é um contrassenso pensar que preferimos robustecer aquilo que é o sistema científico de outros países do que o nosso. Em segundo lugar é um contrassenso pensar que não queremos ter controlo sobre a formação médica daqueles que vão exercer em Portugal, e que é preferível contratar médicos formados em sistemas de ensino superior não controlados pela nossa Agência de Acreditação, por exemplo em Cuba, na Colômbia, em Espanha, na República Checa, na Ucrânia – e todos sabemos que em Portugal, nos centros de saúde, temos médicos de todas estas origens, não é? É preferível contratar médicos estrangeiros cuja formação não é controlada por aquilo que são os padrões de rigor e qualidade nacionais, do que qualificar o sistema científico nacional, permitindo a  abertura de um novo curso? Portanto, há aqui um conjunto contrassensos que são, só podem ser entendidos de forma ideológica. Aquilo que a Universidade Católica criou, e este projeto de medicina é um projeto que tem 30 anos, atravessa várias reitorias, só agora foi apresentado para acreditação porque tem uma maturidade, tudo tem o seu tempo.

 

Mas, está em causa o facto de ser apresentado pela Católica?

Eu creio que está em causa o facto de ser um novo curso, um aumento de lugares, pelo menos é isso que a Ordem dos Médicos indica, porque há uma necessidade de regular e limitar o acesso à profissão, por um lado. Por outro, há aqui uma mudança de paradigma, que é o facto de ser uma universidade não estatal. Mas aquilo que a Católica tem mostrado, ao longo dos seus 52 anos de existência, é que tem feito uma marca notável no ensino superior português. Creio que temos evidência abundante, desde as áreas das Ciências Sociais e das Humanidades, até às áreas das Ciências da Saúde, da Biotecnologia, onde recentemente a Universidade captou um dos maiores investimentos para Portugal, num projeto com uma empresa americana de Silicon Valley, no valor de 50 milhões de dólares. A investigação que temos feito, olhar também para aquilo que são os recursos humanos criados e formados na Católica, que estão não só em posições de relevo no nosso país, mas que têm trabalhado muito e de forma consistente para valorizar o nosso país.

 

E o Estudo no âmbito dos 50 anos da UCP demonstrou isso também.

Demonstrou.

 

Acessos para alunos com mais resultados

Há pouco falou nos critérios de acesso ao ensino superior em Portugal. O que é que está mal, o que é que é necessário rever?

O modelo de acesso da Universidade Católica é idêntico ao do Estado, só que não se faz na mesma plataforma, faz-se na plataforma da Universidade, porque nós não somos estatais, mas o modelo e as ponderações são idênticos. Como universidade do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas), temos regras semelhantes, que são baseadas em médias ponderadas dos resultados do 12º ano e dos exames finais. Nós temos um sistema que é equitativo, é transparente, é meritocrático, e deixa muita gente de fora. É claro que todas as universidades – eu falo pela minha, naturalmente, mas todos os reitores querem o mesmo –  querem os melhores alunos, captar os melhores, e é para esse recrutamento de talento que nós lutamos. Mas, a Universidade Católica tem uma missão um bocadinho diferente das outras. Um bocadinho não, bastante diferente. O facto de sermos ‘católica’ não é um adjetivo simples, é substantivado, e isso significa solidariedade, e solidariedade não só através das bolsas de apoio social, integrar estudantes que não tenham meios para estudar, mas mais do que isso, e é algo que eu gostaria de lançar este ano e que está em estudo: um programa piloto de responsabilidade social.

Há estudantes que conseguem terminar o 12º ano, mas que são maus alunos e nunca terão qualquer hipótese, por questões económicas ou até pelo resultado académico, de ter acesso a uma universidade. Têm potencial, mas um potencial que está em bruto, porque as condições em que se desenvolveram, de família e outras, não foram as melhores, e é nossa responsabilidade demonstrar que a universidade pode ser um verdadeiroelevador social. Ou seja, poder fazer com que pessoas em quem nunca ninguém apostou, cujo futuro estaria à partida limitado, podem ter um futuro diferente. É claro que isso tem de ser feito no modelo piloto, e eu gostava (e é uma das coisas em que estamos a trabalhar, sobretudo na área da responsabilidade social), de criar um programa piloto para estudantes que têm os mínimos de término do ensino superior, mas que têm mais potencial do que mérito, identificar esse potencial e fazer um programa em que, acompanhados com tutorias, possam vir a completar os cursos de maior prestígio da instituição e a ter um futuro diferente.

 

Para arrancar no próximo ano letivo?

Não sei, porque estamos a modelá-lo agora. Os alunos teriam de cumprir os critérios mínimos de condições de acesso, mas certamente que em concorrência com outros alunos mais qualificados não conseguiriam a média necessária.

 

Serão critérios além da média do secundário e dos exames de acesso?

Exatamente, que teriam a ver com o potencial.

 

É uma descoberta de talentos?

Descoberta de talentos para aqueles em quem nunca ninguém apostou. É isso que faz a diferença numa instituição que se assume como católica e quer ajudar a qualificar o país e a fazer com que todos possam ter acesso a uma educação de qualidade.

 

As Humanidades habilitam as universidades

Foto Agência ECCLESIA/MC, Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP

Voltemos às áreas de estudo, nomeadamente às Humanidades. Vários peritos e comentadores têm alertado para a desvalorização dos cursos desta área, nos  últimos anos. Basta ver como nos Media em geral, as notícias sobre a entrada no ensino superior valorizam, apenas, as engenharias e a medicina. Que importância dá a UCP às Humanidades?

A UCP dá muita importância às Humanidades, até porque nasce com uma inspiração de base humanística. Os primeiros cursos que a Universidade Católica tem são Filosofia e Teologia, cursos com base nas Humanidades e cursos ancilares do pensamento humanista.

As Humanidades são absolutamente essenciais a qualquer formação superior. Nos últimos tempos têm tido má imprensa, como refere e muito bem, porque há uma lógica instrumental associada à formação no ensino superior. As pessoas vão para o ensino superior para ter um bom emprego e têm as expectativa de que um bom emprego são as formações de prestígio, que dão acesso instrumental a lugares de gestor, médico ou engenheiro. E o que é que faz um licenciado em Humanidades? O que é uma faz um licenciado em Literatura Inglesa, em Filosofia, História, em Estudos Alemães? Olhe, em Estudos Alemães é a reitora da Universidade Católica… Mas, em Literatura Inglesa é o Jack Ma, o grande empreendedor chinês, em História é uma das CEO’s da ‘Hewlett-Packard’, e um dos CEO’s da ‘Unilever’ é licenciado em Literatura Russa.

Há uma correlação errada entre a opção de primeiro ciclo, as licenciaturas, e o que vai ser o desempenho de uma função no mercado profissional. E cada vez mais os recrutadores notam que é necessário um lastro transversal de pensamento, uma capacidade de desenvolver pensamento criativo e pensamento crítico, que permita que o profissional em primeiro lugar se vá educando ao longo da vida. E hoje em dia o modelo de formação que ao fim de três ou quatro anos está terminado, e o resto é o desenvolvimento de uma carreira profissional, está completamente de parte. A educação vai-se fazendo por pequenos seminários, competências específicas em áreas particulares ao longo da vida.

O que não é substituível é essa visão lata, de conjunto, que deve fazer com que todos aqueles que acabam uma formação superior sejam educados em termos de literacia e de numeracia. Porque há também os estudantes de letras que não querem saber de matemática, o que é erradíssimo! As duas competências são absolutamente essenciais. Um exemplo é o MIT, que tem o mais prestigiado departamento em estudos sobre Shakespeare! Estamos a falar de uma faculdade de Engenharia, onde toda a gente tem de fazer componentes das áreas das Humanidades.

O antigo presidente da Universidade de Stanford dizia que eram as Humanidades davam prestigio intelectual à universidade, porque habilitavam para pensar e para transformar as organizações. Temos de sair destes paradigmas meramente instrumentais, que fazem com que as pessoas acabem uma formação que, mesmo sendo muito técnica, rapidamente se torna obsoleta nos tempos que correm. E o que fazer depois?

 

A Católica e o Papa Francisco

Falemos da relação da UCP com o Papa Francisco, e de Economia – até que ponto a Católica promove uma “economia que não mata” e qual a participação da Universidade no encontro “A Economia de Francisco”, que o Papa convocou para 2020?

Nós vamos ter uma participação muito robusta no encontro que o Papa vai promover em Assis. Temos dois professores que estão a participar na organização deste encontro, o professor Américo Mendes, do Centro Regional do Porto, e o professor Tommaso Ramus, da Católica Lisbon School of Business and Economics. E temos já um grupo enorme de estudantes que se inscreveram para participar.

É óbvio que a matriz católica da UCP não é só um nome, mas encontra-se em todas as áreas de conhecimento da instituição. A forma como olhamos para a economia, como fator de crescimento e desenvolvimento das sociedades, tem de ser necessariamente solidária, inclusiva. O diretor da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, em Lisboa, é aliás um dos grandes especialistas em Economia Social.

Entendemos a Economia e Gestão como disciplinas que irão tornar a nossa sociedade mais rica, oferecendo melhores possibilidades às pessoas, e não uma sociedade com maiores desigualdades, aprofundando o abismo entre os privilegiados e aqueles que o não são. Entendemos que as linhas de orientação do Papa Francisco relativamente à Economia são perfeitamente integrados e assumidos pela formação que fazemos em Economia nas duas escolas de negócios. Os princípios da Doutrina Social da Igreja fazem parte integrante da formação na Católica.

 

Outro encontro que o Papa convocou para 2020 tem a ver com a educação: “Reconstruir o Pacto Educativo Global”. De que forma a UCP pode contribuir para essa reflexão?

Nelson Mandela afirmava que é através da educação que as sociedades podem ter um futuro. Portanto, se queremos acautelar o futuro da humanidade, o futuro dos nossos jovens, é oferecendo educação generalizada e de qualidade, não só através da formação que a UCP tem no âmbito da sua Faculdade de Educação e Psicologia, das redes e colaboração com as escolas católicas e com as escolas públicas. Temos um legado de práticas educativas inclusivas nos vários territórios do país e, tal como acontece com o simpósio sobre “A Economia de Francisco”, vamos também participar na organização deste encontro.

 

Já neste mês de outubro decorre o Sínodo da Amazónia, também com a participação da Católica?

Também, com o Núcleo de Responsabilidade Social, coordenado pelo professor José Manuel Pereira de Almeida, que tem este pelouro. E queremos, naturalmente, estar presentes e ajudar a resolver o que são os grandes desafios da sustentabilidade a nível mundial.

 

  1. José Tolentino Mendonça cardeal

Portugal vai ter em breve mais um cardeal, D. José Tolentino Mendonça, no Consistório de 5 de outubro. Tendo sido vice-reitor da Católica e responsável pela Faculdade de Teologia, como reagiu a esta notícia?

Com uma grande alegria! Em termos institucionais, a Universidade reagiu em corpo, em bloco com uma grande alegria por esta distinção. Em termos pessoais tenho também uma enorme alegria por conhecer o padre Tolentino: não havia distinção mais merecida! É uma personalidade ímpar da cultura portuguesa, um homem com uma capacidade extraordinária de estabelecer pontes e de integrar neste diálogo, dentro da Igreja e fora dela, os quadros da contemporaneidade, mesmo que sejam quadros divisivos. É um homem de profunda fé, de grande diálogo e acho que vai ter uma função fundamental na aplicação e desenvolvimento dos desígnios do Papa para a Igreja.

 

E deixou marcas na UCP?

Absolutamente! Temos muitas saudades dele, mas estamos muito felizes pelo lugar que vai ocupar e pelo trabalho que tem feito em Roma.

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