Psicóloga desafiou professores e conhecer cada aluno para além do olhar na sala de aula

Fátima 03 out 2026 (Ecclesia) – A psicóloga e professora universitária apresentou quatro propostas para a educação, no contexto atual, centradas na humanização, na integração, na necessidade de dar sentido e construir esperança.
Na comunicação respondeu à pergunta “que transformações se adivinham/desenham para a educação?”, Susana Costa Ramalho apontou pistas para humanizar a educação, tema em debate no simpósio que decorre em Fátima desde esta sexta-feira, valorizando o potencial de cada aluno.
“Humanizar é substituirmos a lógica do déficit pela lógica do potencial”, afirmou a professora da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.
Para a psicóloga, cada aluno tem “muito mais” para dar a conhecer para além do que que se vê em sala de aula, criando ocasião para que possa “florescer e encontrar o seu propósito”
“Aprendemos quando nos sentimos vistos e reconhecidos e esperam alguma coisa de nós”, acrescentou.

Susana Costa Ramalho sublinhou também a urgência de integrar as aprendizagens nas escolas, que não se fazem “por gavetas” ou “caixinhas separadas”, e onde o que cada professor ensina vai “muito para além de transmitir conhecimento”.
A professora universitária apontou também à necessidade de “dar sentido, ajudar os jovens a construir um sentido para a vida” e a construir esperança, referindo que se trata do “maior desafio”.
“Uma escola que cultiva a esperança é que vai ajudar os alunos a desenvolver confiança nas suas capacidades”, apontou.
As quatro propostas para o ambiente educativo foram apresentados por Susana Costa Ramalho depois de identificar desafios que o contexto social da atualidade coloca a professores e alunos.
Ajudar os alunos a saber “discernir sobre o que aprendem e sobre a informação que lhes chega”, diante da diversidade e da multiplicação de mensagens, é o primeiro desafio, que se junta à “falta de sentido para a vida”, que afeta sobretudo os mais jovens, mas também os adultos.
Susana Costa Ramalho disse também que o ambiente educativo é marcado pela “crise de atenção”, pela “fragilidade emocional” e pelo “pluralismo cultural e religioso nas salas de aula”.
A comunicação da psicólogo e professora universitária foi apresentada no último dia do simpósio sobre a educação que, por iniciativa da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, debate o tema “Traçar mapas educativos para uma Magnífica Humanização” e reúne 420 participantes.
PR
