Carlos Carneiro apresentou os «Desafios à identidade da escola católica num contexto secularizado e multicultural»

Foto www.educris.pt, Padre Carlos Carneiro.

Fátima, 18 jan 2020 (Ecclesia) –  O diretor-geral do Colégio das Caldinhas afirmou esta sexta-feira que as Escolas Católicas devem abandonar o “paradigma dos valores” e procurar o “paradigma das virtudes”,  para poder “agir e não reagir” perante as mudanças sentidas na atualidade.

“O hoje exige-nos que passemos de uma educação de valores para, com Cristo, chegar a uma educação de virtudes. Esta é não apenas teoria, mas prática. Tal como temos laboratórios nas escolas para as ciências naturais temos de criar laboratórios de virtude, lugares de exercício de experiências do espiritual, do religioso e da experiência humana, lugares onde se treina e onde se praticam as virtudes”, afirmou o padre Carlos Carneiro.

Citado pela página da internet do Secretariado Nacional da Educação Cristã, o sacerdotes jesuíta disse numa conferência sobre os “Desafios à identidade da escola católica num contexto secularizado e multicultural” que o específico do ensino católico não assenta na “simples transmissão de valores”, mas num paradigma que leva o alunos a “olhar a realidade a partir de um olhar crente”.

“Não queremos ser um estado dentro do Estado. Queremos ter um olhar perante a realidade. Sem medo e sem vergonha. Muitos quereriam que não fossemos geograficamente encontráveis. Somo-lo. Não podemos não dar o nosso contributo à realidade, à cultura e à civilização. Este olhar é determinante para o ambiente das nossas escolas. O olhar crente é fundamental para o modo como estamos neste mundo”, considerou”, afirmou.

Para o padre Carlos Carneiro, as escolas católicas devem formar consciências que atuem e melhorem a realidade”.

“Ao longo dos anos, milhares foram os alunos que estudaram nas nossas escolas. O que os distingue dos restantes?”, questionou.

Para o diretor-geral do Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso o futuro da Escola Católica passa não pela viabilidade económico-financeira ou por um “excelente projeto”, mas pela capacidade de “desembrulhar um processo que nos leva a um projeto”.

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