P. Samuel Beirão, sj

5 perguntas para fazer ao adolescente lá de casa sobre o modo como vive online.

Na primavera do 12º ano, recebi finalmente o meu primeiro telemóvel. Enquanto muitos dos meus amigos já tinham o mítico Nokia 3310, eu tive de me contentar com jogar snake no 5120. Em quase vinte anos, a revolução nos telemóveis fez desses dias algo perdido no tempo. A iGen que povoa os corredores de qualquer escola do país lá se orienta com os seus iphones com os ecrãs mais ou menos partidos, as capas mais ou menos coloridas e a coitada da snake deu lugar a uma miríade de apps que vão muito além dos jogos.

Hoje, tudo acontece mais rápido e mais cedo e é fácil encontrar olhos postos nos ecrãs entre os dois polegares em salas do 5º ano. As mães e os pais estão descansados porque os filhos estão contactáveis a qualquer hora e sabem exatamente onde eles estão; e os filhos estão contentes, porque não perdem pitada do que acontece por esse mundo fora, além de terem aprendido uns com os outros como mandar a localização certa quando os pais lhes perguntam onde estão.

Este não é um artigo alarmista! A evolução da tecnologia trouxe muitos benefícios no entretenimento e na educação, ajuda à literacia e a explorar novos conhecimentos. Mas aqui ficam cinco perguntas para fazer aos adolescentes lá de casa, que podem ajudar a navegar um mundo em que esta geração está a crescer naturalmente e nós, X’s e Boomers, temos de estudar para chegar lá.

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