Diretor Departamento das Relações Ecuménicas e Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa lamenta que cristianismo seja a religião que sofre mais perseguições.

Lisboa, 21 Jan 2022 (Ecclesia) – O diretor Departamento das Relações Ecuménicas e Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa considera que o diálogo entre as confissões religiosas “tem crescido”, talvez devido ao “ecumenismo do sangue”.

“O cristianismo acaba por ser, atualmente, a religião que sofre mais perseguições e para aqueles que as fazem é indiferente que seja católico, protestante ou ortodoxo”, disse o padre Peter Stilwell ao Programa ECCLESIA emitido esta sexta-feira na RTP2.

De 18 a 25 deste mês decorre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que este ano tem como tema «Vimos a sua estrela no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem», uma proposta do Conselho das Igrejas do Médio Oriente, sediado em Beirute, no Líbano.

“Sente-se na carne, localmente, que há um mesmo sofrimento por causa da adesão a Jesus Cristo”, referiu o responsável.

Em países do Médio Oriente há comunidades que remontam “praticamente ao tempo de Jesus Cristo” e que “estão separadas umas das outras ou por diferenças linguísticas ou diferenças litúrgicas”, sublinhou o padre Peter Stilwell.

O exemplo do Papa Francisco tem desbloqueado situações pela proximidade criada com a liderança de outras religiões.

Com o Papa Francisco, a relação com o mundo muçulmano deu um salto exponencial” e “foi crescendo até assinar o «acordo em Abu Dhabi» sobre a Fraternidade Universal”, afirmou o diretor Departamento das Relações Ecuménicas e Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa.

O «oitavário pela unidade da Igreja», hoje com outra denominação, começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.

O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

Tanto a questão ecuménica como a questão inter-religiosa foram debatidas nos trabalhos do II Concílio do Vaticano.

Em Portugal, a vivência ecuménica e o diálogo inter-religioso “é visível e a relação é boa”, realçou o padre Peter Stilwell.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

PR/LFS

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