Participantes do Fórum Ecuménico Jovem receberam pequenos pinheiros “para criar raízes”

Foto: Rui Saraiva

Porto, 18 set 2021 (Ecclesia) – O bispo do Porto, D. Manuel Linda, esteve este sábado no Fórum Ecuménico Jovem, que decorreu naquela diocese, e disse à Agência ECCLESIA que a “juventude tem mais capacidade de fazer pontes do que os adultos”.

“Construtores de pontes foi um mote feliz para este Fórum, a juventude tem mais capacidade de fazer pontes do que os adultos, usam melhores ‘tecnologias’, no sentido ideal do coração, têm outros ‘materiais’, como a boa vontade, tolerância, sintonia de corações, material novo para fazer pontes novas”, explicou o bispo do Porto à Agência ECCLESIA.

D. Manuel Linda enalteceu a “abertura de espírito dos jovens” e recebeu com muita alegria a juventude que participou na 22ª edição do Fórum Ecuménico Jovem, neste sábado.

“O Porto tem longa tradição no mundo do Ecumenismo e é com muita alegria que recebo aqueles que têm como referência o Ecumenismo”, afirmou. 

Segundo o entrevistado há necessidade de “investir nos jovens e lançar bases sólidas neste diálogo que se há-de tornar mais abrangente” e ainda recordou os seus antecessores que foram cuidado do tema. 

“D. António Ferreira Gomes, na perspetiva do Concílio Vaticano II levou o tema do Ecumenismo muito a sério mas o tema não foi descuidado a partir daquela altura e todos os meus antecessores o levaram a posição muito alta”, apontou.

Já o padre João Emanuel, do departamento da pastoral juvenil do Porto e do Comité Organizador Diocesano da JMJ 2023, disse à Agência ECCLESIA que “acompanhou os meses de preparação do FEJ” e percebeu a comunhão existente.

“O Porto é conhecido pela tradição ecuménica e o FEJ traz esta dimensão mais ativa da relação entre vários jovens, tem sido momento de excelência na vida de fé das comunidades”, afirmou.

O sacerdote destacou a preocupação ecuménica que o plano da pastoral juvenil diocesana tem, “integrando sempre atividades de ecumenismo entre os jovens”, e revela que esta também será a aposta da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, iniciativa que pretende ser para “toda a Igreja portuguesa mas para todos os jovens na relação com Jesus Cristo”.

Foto: Rui Saraiva

O sacerdote referiu ainda que, cada participante nesta edição do FEJ, recebeu um pequeno pinheiro, como “símbolo de criar raízes e ainda tem ligação à dimensão ecológica”.

“Inspirados pelo desafio de Cristo a ‘passar à outra margem’ (cf. Mc. 4, 35-41), os jovens foram convidados, ao longo do FEJ a fazer um itinerário que, partindo dos 12 desafios colocados às Igrejas pela Carta Ecuménica, os levou contactar com iniciativas, pessoas ou instituições que de algum modo já os espelham ou concretizam, e a atualizarem eles próprios esses mesmos desafios”.

LFS/SN

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