Responsável da Santa Sé defendeu na FAO uma maior valorização da agricultura de povos indígenas e tradicionais

Cidade do Vaticano, 29 jul 2021 (Ecclesia) – O Vaticano divulgou um vídeo especial que condensa mensagens do Papa Francisco, ao longo do seu pontificado, para pedir água e alimentos para todos.

A iniciativa do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), juntamente com a Comissão do Vaticano para a Covid-19, desafia a comunidade internacional a “erradicar as causas da fome e tutelar a dignidade das pessoas e do planeta”.

O Vaticano destaca a ideia de que a fome no mundo é um problema de todos, pelo que a sua superação é “um imperativo moral global”.

O vídeo foi divulgado durante a pré-cimeira da ONU sobre sistemas alimentares, que se concluiu esta quarta-feira na sede da FAO, em Roma.

“O direito à alimentação só será garantido se estivermos preocupados com o seu verdadeiro sujeito, ou seja, a pessoa que sofre os efeitos da fome e da desnutrição”, refere Francisco, numa das intervenções apresentadas.

O Papa defende “uma mudança no estilo de vida, no uso dos recursos, nos critérios de produção e também no consumo”.

A Santa Sé recorda ainda São João Paulo II, que falava de um “paradoxo da abundância” num mundo em que há alimentos para todos, mas nem todos podem comer.

Este novo vídeo conclui-se com um apelo, no qual Francisco sublinha que “os irmãos e irmãs mais pobres e a nossa mãe terra gemem pelos danos e injustiças” causados e reclamam “outro rumo”.

“Pai, faz com que para nós e para todos, hoje, haja o pão necessário” é a oração final.

Durante o encontro de Roma, que preparou a Cimeia da ONU sobre Sistemas Alimentares que vai decorrer em setembro, na cidade norte-americana de Nova Iorque, o cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, convidou os participantes a valorizar os pequenos produtores indígenas e tradicionais, “que mantêm uma relação saudável com a terra que cultivam”.

O colaborador do Papa sustentou que “é necessário promover os sistemas alimentares indígenas”.

Para o cardeal ganês, é necessária a “elaboração de políticas públicas globais que valorizem os pequenos produtores indígenas e tradicionais como protagonistas de uma ação global para combater a pobreza alimentar”.

OC

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