Nova equipa do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais e novo site Estamos na semana em que ocorre a 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Esta celebração foi a única determinada pelo Concílio do Vaticano II, “para que se revigore o apostolado da Igreja em relação com os meios de comunicação social” (IM 18). Os padres conciliares, diante das inúmeras dificuldades que encontraram para a aprovação do decreto Inter Mirifica, tiveram um gesto profético de humildade e de coragem, ao determinar a publicação posterior duma instrução pastoral, “por expresso mandato do Concílio”(IM 23), para que se levem à prática os princípios e as normas relativas a esta pastoral. Foi assim que surgiu a Instrução Pastoral «Communio et Progressio», e muitos outros importantes documentos têm sido publicados pela Santa Sé. Muito se progrediu no plano doutrinal e pastoral da Igreja, bastantes passos foram dados, mas temos a consciência de que muito urge fazer para uma autêntica conversão a este sector.

Consciente de que é imprescindível avançar, a Diocese de Coimbra tem vindo a organizar este sector. Pena é que ainda nesta altura não esteja nomeado oficialmente o respectivo Secretariado, mas algumas medidas foram tomadas. Foi nomeado o seu director, bem como foi criado o Serviço de Informação da Diocese. Para o Correio de Coimbra e o Amigo do Povo foi encontrada uma solução administrativa, com a criação da AMICOR (http://www.amicor.pt/) como entidade proprietária, que acaba de apresentar o site da comunicação social diocesana.

Entretanto, os outros meios de comunicação da Igreja, que não propriedade da Diocese, sentiram necessidade de se organizar, para melhor corresponder aos novos desafios e resolução de alguns problemas: paginação, contabilidade, impressão e expedição a custos mais económicos… Assim, foi criada a Associação «Communio et Progressio», que começa a dar os primeiros passos em ordem a uma pastoral da comunicação e da cultura. Estas novidades foram suficientemente motivadoras para a realização duma conferência de Imprensa, nesta semana, a que preside D. Albino Cleto.

O rápido desenvolvimento das novas tecnologias no mundo da comunicação não é indiferente a ninguém, o fácil acesso aos utilizadores, e a sua enorme divulgação, questionam fortemente o ser e a missão da Igreja, enviada permanentemente a anunciar a Boa Nova e a pessoa de Jesus Cristo. O mundo, as pessoas e as comunidades estão interligados, sem barreiras de espaço ou de tempo. Com a internet, por exemplo, encontramo-nos à fácil e acessível distância dum clique. E naturalmente a Igreja deve estar onde estão as pessoas. A utilização dos novos meios é, pois, um imperativo. Exige-se por isso mais audácia, maior apoio e disponibilidade em pessoas e meios, para corresponder a estes novos desafios. Não fazê-lo é não entender por onde passam os apelos de Deus e as interpelações do Espírito na Igreja de hoje.

A mensagem do 43º Dia Mundial centra-se nas “Novas tecnologias, Novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. Tudo isto em virtude das “mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas”, como refere o Papa na sua mensagem. Por isso, há que saber valorizar o “potencial extraordinário das novas tecnologias”, bem como “promover a solidariedade humana”, como diz a mensagem, numa “nova cultura da comunicação”. Naturalmente também devemos estar avisados acerca dos riscos que igualmente se correm. Acima de tudo, é indispensável “assumir com entusiasmo” a “evangelização do continente digital”, pede Bento XVI, e tentar responder ao impulso duma nova evangelização.

P. Armando Duarte, director do Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais de Coimbra

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