Segundo o autor, a pintura demonstra um «olhar terno e suave alegria»

Lisboa, 21 mai 2011 (Ecclesia) – A expressão facial foi a “principal preocupação” do pintor e escultor Fernando Marques que elaborou a imagem descerrada de Madre Maria Clara na cerimónia de beatificação, hoje, no estádio do Restelo (Lisboa).

Segundo o autor, a pintura demonstra um “olhar terno e suave alegria” e denuncia “não só a beleza espiritual, como uma profunda dedicação ao próximo necessitado” – lê-se no comunicado de imprensa enviado à Agência ECCLESIA.

A pintura de Maria Clara do Menino Jesus descerrada durante o rito da sua beatificação – presidido pelo cardeal Angelo Amato, representante de Bento XVI, e a medalha comemorativa da beatificação são da autoria de Fernando Marques, autor de obras diversas, entre as quais uma “escultura que representa a irmã Maria Clara com uma criança e um idoso, a qual se encontra em tamanho natural e em miniatura em muitas casas” da CONFHIC (Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras do Imaculado Coração).

Nascido em Leiria, em 1934, o artista que fez Artes Plásticas-Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa transmite, através da sua pintura a óleo, a Irmã Maria Clara “sem idade” e “envolta pelo mistério de Deus, numa atitude de atenção ao Outro e aos outros”.

“A pintura traduz Maria Clara como um rosto da ternura e da misericórdia de Deus” – acrescenta o comunicado de imprensa.

O movimento que se “vislumbra no hábito e na postura corporal, pretende evidenciar a ideia de leveza e de caminhar para a frente, na transmissão dos seus ideais” – salienta o autor.

Descerrada a imagem da nova beata foi conduzida para junto do altar a relíquia de Madre Maria Clara, ladeada de flores e velas.

A relíquia, “uma falange de um dos dedos” da religiosa,  ficará no Patriarcado de Lisboa após a missa.

A cerimónia de beatificação foi presidida por D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, e teve como presidente no rito de beatificação o representante de Bento XVI, cardeal Angelo Amato.

A recente beata, Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação, pelo que abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício – Lisboa, no dia 3 de maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

A «mãe Clara», como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, no dia 1 de dezembro de 1899, e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

LFS

 

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