Atribuição do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes reconhece o «pensador original da construção da identidade nacional»

Foto Agência ECCLESIA/LFS, José Mattoso

Fátima, 30 abr 2019 (Ecclesia) – A Igreja Católica em Portugal distinguiu José Mattoso com o Prémio de Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, “grande historiador medievalista” e “pensador original da construção da identidade nacional”.

De acordo com a ata da 15ª edição deste prémio da Igreja Católica em Portugal, enviada hoje à Agência ECCLESIA, o júri decidiu “por unanimidade calorosa” atribuir o galardão a José Mattoso, referindo que é um “irradiante homem de espiritualidade cristã e de ação cívico-cultural”.

O documento refere que José Mattoso é “doutorado pela Universidade de Lovaina”, um “insigne professor universitário” e “diretor de altas instituições de arquivo e pesquisa”.

O júri do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes acrescenta que a publicação do livro “Levantar o Céu”, do galardoado, é uma marca “culminante” do seu pensamento, espiritualidade e intervenção “cívico-cultural”.

O Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes foi instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Conferência Episcopal Portuguesa, em parceria com o grupo Renascença Multimédia.

O júri da edição 2019 do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes foi constituído por D. João Lavrador, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Américo Aguiar, presidente do Conselho de Gerência do Grupo Renascença Multimédia, o padre jesuíta António Trigueiros, Maria Teresa Furtado, Guilherme d’Oliveira Martins e José Carlos Seabra Pereira, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

“O nome ilustre de José Mattoso vem enriquecer o elenco dos galardoados nas edições anteriores – o poeta Fernando Echevarría, o cientista Luís Archer S. J., o cineasta Manoel de Oliveira, a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o político e intelectual Adriano Moreira, o trabalho de diálogo entre Evangelho e Cultura levado a cabo pela Diocese de Beja, o compositor Eurico Carrapatoso, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, o pedagogo Roberto Carneiro, o jornalista Francisco Sarsfield Cabral, a artista plástica Lourdes Castro, o professor de Medicina e Bioética Walter Osswald, o actor e encenador Luís Miguel Cintra e o actor Ruy de Carvalho”, refere a ata do júri.

“Como ainda não há no vosso grupo [de premiados] nenhum representante do estudo da História, é para mim muito grato poder representar nele a importância do estudo do passado humano e da transmissão da memória através do tempo”, afirmou José Mattoso, citado pela página da internet do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, ao receber a notícia da distinção, declarando-se «muito honrado» com a atribuição do galardão.

José Mattoso nasceu em 1933, em Leiria, foi monge beneditino, no Mosteiro de São Bento de Singeverga, entre 1050 e 1970.

Prémio Pessoa em 1987, o historiador é Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada, foi diretor da Torre do Tombo, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa e professor universitário.

PR

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