Em causa estão situações como «assaltos, roubos e incêndios intencionais» 

Foto: A igreja cristã de São Nicolau, na Alemanha,vítima de fogo posto no início de junho, Fundação AIS

Lisboa, 26 jun 2019 (Ecclesia) – O Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra cristãos denunciou a existência de dezenas de incidentes violentos praticados contra igrejas na Alemanha, no espaço de dois meses.

Num relatório divulgado hoje pela Fundação Ajuda a Igreja que Sofre, e enviado à Agência ECCLESIA, aquele organismo refere situações como “assaltos, roubos e incêndios intencionais” cometidos contra vários templos cristãos na Alemanha, que configuram uma total “falta de respeito pelos lugares de culto neste país”.

“Às vezes, a invasão de um local ou um assalto são motivados simplesmente por dinheiro. No entanto, o efeito desses incidentes deve ser motivo de preocupação. Ao optar por atacar as igrejas, vândalos e ladrões mostram uma profunda falta de respeito, se não ódio, por lugares de culto”, aponta o referido Observatório.

Um dos incidentes diz respeito a um incêndio que deflagrou no dia 1 de junho na igreja de São Nicolau, em Ankum, no distrito de Osnabrück, no Estado da Baixa Saxónia.

As câmaras de segurança demostraram que o sinistro ficou a dever-se à ação de “alguns jovens” que deliberadamente acenderam as chamas.

Semanas antes, a 19 de maio, um outro caso envolveu a igreja católica da Santíssima Trindade, em Grossholbach, no distrito de Westerwaldkreis, Estado da Renânia-Palatinado, apedrejada por desconhecidos que em seguida “vandalizaram o espaço” e levaram “alguns objetos sagrados”.

Para os autores deste relatório, “estes incidentes vêm revelar uma tendência de hostilidade para com as comunidades cristãs na Europa”.

“Já no ano passado, em maio, no Relatório anual publicado pelo Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra os Cristãos, registavam-se mais de 500 casos de intolerância”, recordam.

Neste número, estavam “incluídos 155 crimes de ódio contra os cristãos em 18 países europeus”, indicava a diretora executiva do Observatório, Ellen Fantini.

“Cada vez mais, vemos negócios administrados por cristãos financeiramente arruinados, cristãos que foram obrigados a escolher entre os seus valores morais e as suas profissões, grupos de estudantes cristãos silenciados nos campus universitários e interferência excessiva dos governos nos direitos dos pais desses jovens”, apontava aquela responsável.

JCP

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