Mensagem à ONU pede defesa da liberdade religiosa

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 23 fev 2021 (Ecclesia) – O secretário do Vaticano para as relações com os Estados dirigiu uma mensagem às Nações Unidas, questionando o impacto da pandemia e das medidas de confinamento no respeito pelos Direitos Humanos.

“Um certo número de pessoas em situações de vulnerabilidade, tais como idosos, migrantes, refugiados, indígenas, deslocados internos e crianças, foram desproporcionalmente afetados pela crise atual”, adverte D. Paul Richard Gallagher, numa intervenção em vídeo, divulgada pelo portal ‘Vatican News’.

O responsável da diplomacia da Santa Sé assinala que algumas medidas implementadas pelas autoridades públicas para garantir travar a propagação da Covid-19 dificultaram o livre exercício dos Direitos Humanos, pedindo decisões “proporcionais” e apenas para situações de “estrita necessidade”.

O secretário do Vaticano para as relações com os Estados fala, em particular, da liberdade religiosa, que colocou “no cerne da dignidade da pessoa humana”.

Para D. Paul Richard Gallagher, “esta sólida compreensão da liberdade religiosa foi corroída”.

“A liberdade de religião também protege o seu testemunho público e expressão, tanto individual quanto coletivamente, pública e privada, em formas de culto, observância e ensino”, apontou.

O representante da Santa Sé destacou, em seguida, que a dignidade humana “não é condicionada pelo tempo, lugar, cultura ou contexto”.

A intervenção foi transmitida na 46ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC), que começou esta segunda-feira em Genebra, na Suíça, e se prolonga durante quatro semanas, de modo virtual.

“A pandemia da Covid-19 teve impacto em todos os aspetos da vida, causando a perda de muitas vidas e colocando dm dúvida os nossos sistemas económico, social e de saúde”, assinalou o arcebispo.

OC

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