Iniciativa do Serviço Pastoral para o setor quer ajudar as famílias em isolamento social

Lisboa, 22 abr 2020 (Ecclesia) – O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa lançou um “apoio espiritual, psicológico e logístico”, neste tempo de isolamento social, para ajudar as famílias a “encontrar soluções”.

“A iniciativa nasceu da colaboração com a Pastoral da família e Cáritas diocesana, que se concentra na “Fundação Famílias ComVida”, que tem um extenso conjunto de orientadores familiares, formados na Universidade Católica e preparados para dialogar com as famílias, perceber as dificuldades e questões que se colocam neste tempo e, em conjunto com a família, encontrar soluções, que sejam logo supridas ou encaminhadas”, explica a coordenadora do serviço Carmo Diniz à Agência ECCLESIA.

Esta iniciativa “ganhou forma neste tempo especial” e abriu um canal através do endereço de email (pastoraldadeficiencia@patriarcado-lisboa.pt), para que “as famílias entrem em contacto e possam ser encaminhadas”  para profissionais ligados à Fundação Famílias comVida.

Carmo Diniz, mãe de cinco filhos, um deles com deficiência profunda, referiu que já houve alguns pedidos que chegaram através do endereço. 

“Já houve vários contactos, um deles um contacto que precisava de um apoio muito prático e logístico de medicamentos, outras poderão ser só uma necessidade de diálogo e conforto de saber como lidar com estas situações”, afirma.

A coordenadora do serviço partilhou que tem estado em contacto com grupos de mães com crianças com deficiência, “por exemplo crianças que estão integradas na escola” e o início “deste tempo era uma incerteza”. 

“No início ficou no ar como se iria fazer a integração destas crianças, no nosso filho por exemplo a parte social é muito importante e temos feito experiências de participar nas aulas online, que para nós tem sido um sucesso e sei também de outros casos com aulas online”, conta. 

Dado o isolamento social que se vive, devido à pandemia Covid-19, Carmo Diniz apontou ainda que é um tempo que veio despertar “para as novas tecnologias”, que faz as pessoas estarem “mais acessíveis e disponíveis umas para as outras mais tempo”. 

Tenho encontrado alguns comentários que realçam o facto de que o tempo de confinamento a que estamos todos sujeitos neste momento não é uma surpresa para as pessoas com deficiência, que experimentam há muito tempo tanto o isolamento social como a inacessibilidade de alguns locais”. 

Também na celebração da fé as novas tecnologias vieram ajudar com uma “explosão pastoral”, como refere Carmo Diniz que identifica como uma “urgência” de chegar às pessoas e, neste caso, facilita também às pessoas com deficiência.

“As pessoas com deficiência acompanham as celebrações, juntam-se em grupos de oração, rezam o terço,  sei que em vários grupos, por exemplo o Movimento Fé e Luz, que promovem reuniões online e as pessoas continuam-se a encontrar e é mais fácil agora porque retira a logística,quando antes precisavam de transporte e acessibilidade para participar desse encontro”, afirma. 

SN/OC

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