Serviço nacional apelou a um «esforço enorme de ligação interior e permanente de oração»

Lisboa, 29 mar 2020 (Ecclesia) – A Pastoral Penitenciária de Portugal fez um “ponto de situação” sobre as consequências do covid-19 nas prisões portuguesas, reiterando a sugestão de manter ligações com os Estabelecimentos Prisionais e manifestando disponibilidade para uma presença “tida como evangélica”.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Pastoral Penitenciária afirma se for humanamente importante e possível, o assistente espiritual e religioso ou alguém em que ele delegue dará resposta a “algo sentido como urgente”.

“Neste momento de sofrimento para todos, a todos os que estamos ligados à Pastoral Penitenciária nas Prisões em Portugal, Deus nos pede um esforço enorme de ligação interior e permanente de oração, e de real amizade cristã, com as Pessoas em privação de Liberdade, suas Famílias, Direção dos Estabelecimentos, Guardas Prisionais, todo o Pessoal envolvido nestes Serviços, alimentando a esperança de que a seguir a esta Quaresma particularmente difícil e dolorosa também se há de seguir a Vida Nova da Páscoa”, acrescenta.

O documento refere depois as medidas da Direção-Geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social (DGRSP) dadas a vários órgãos de comunicação social para as visitas para as formas de fazer chegar ao Estabelecimentos Prisionais bens necessários ao reclusos.

A Pastoral Penitenciária lembra que “não há visitas aos reclusos”, que podem fazer “três telefonemas por dia para familiares e amigos” com a duração máxima de 5 minutos cada um; e o que lhes for levado é “sujeito também a uma espécie de quarentena”: “a roupa lavada tem de esperar 24 horas, enquanto as encomendas têm de aguardar 3 dias até chegarem ao destinatário”.

As informações sobre o plano de contingência por causa da pandemia covid-19 são divulgadas pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais e Reinserção Social.

PR

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