«Temos tido alguns casos de pessoas que estavam bem na vida» – padre Nuno Coelho

Faro, 13 jan 2021 (Ecclesia) – O pároco de Lagoa, na Diocese do Algarve, disse que “têm surgido cada vez mais casos” de pedidos de ajuda e “a perspetiva é que vão surgir ainda mais”, por causa da crise provocada pela pandemia.

“Temos tido alguns casos de pessoas que estavam bem na vida e que agora se viram perdidos com esta crise; Têm surgido cada vez mais casos e a perspetiva é que vão surgir ainda mais”, explicou o padre Nuno Coelho.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa que a Paróquia algarvia de Lagoa apoia mensalmente cerca de 40 famílias mas, em dezembro, apareceram cerca de 60 famílias que pediu ajuda e recebeu um cabaz natalício de alimentos.

O padre Nuno Coelho explica que a paróquia apoia, sobretudo, com alimentos mas também no pagamento de contas, por exemplo, da farmácia, medicamentos, e infantário e têm conhecimento de muitos casos através de pessoas atentas às dificuldades dos outros.

Segundo o sacerdote, os alimentos são doados pelo Banco Alimentar do Algarve Contra a Fome mas a paróquia também compra, através do financiamento anual de cerca de 6.000 euros recebido da Câmara de Lagoa, numa colaboração “com a ação social”, destacando que “no último ano reforçaram bastante esse apoio” e receberam cerca de 13 mil e 500 euros.

O padre Nuno Coelho adiantou que estão a perspetivar a criação da Cáritas Paroquial de Lagoa, por causa do crescimento do serviço sociocaritativo da paróquia, e o objetivo “é que as comunidades de Lagoa, Carvoeiro e outras se sintam impelidas a colaborar mais, no sentido de apoiar os mais carenciados”.

O pároco de Lagoa refere que atualmente este serviço sociocaritativo tem “quatro ou cinco” colaboradores mas “com a perspetiva da Cáritas Paroquial, em princípio, serão mais”, como a participação do agrupamento do Corpo Nacional de Escutas.

“Tendo um espaço maior será muito mais fácil a logística com mais pessoas; Já falámos com a Câmara sobre isso e eles estão a fazer tudo para poder ajudar”, acrescentou o padre Nuno Coelho ao jornal ‘Folha do Domingo’ da Diocese do Algarve.

CB/OC

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