Francisco visitou Basílica de Santa Maria Maior e igreja de São Marcelo, onde se venera crucifixo milagroso

Roma, 15 mar 2020 (Ecclesia) – O Papa saiu hoje do Vaticano, pela primeira vez desde a Quarta-feira de Cinzas (26 de fevereiro), para rezar pelo fim da pandemia do novo coronavírus, anunciaram os serviços de informação da Santa Sé.

Francisco esteve na Basílica de Santa Maria Maior, local onde costuma rezar antes e depois de cada viagem internacional, para pedir a intercessão da Virgem Maria, e na igreja de São Marcelo al Corso, onde se venera um crucifixo considerado milagroso que, segundo a tradição popular, pôs fim à peste de 1522.

O portal ‘Vatican News’ assinala que este gesto do pontífice quis manifestar “a sua proximidade a quem sofre” com a crise do Covid-19, “implorando a especial proteção de Nossa Senhora, que se venera no ícone” de Maria ‘Salus populi Romani’, na basílica papal.

Depois, num curto percurso a pé, na Via del Corso, conhecida artéria da capital italiana, visitou a igreja de São Marcelo, para “invocar o fim da pandemia que atinge a Itália e o mundo, implorando a cura dos muitos doentes”.

Francisco rezou ainda pelos familiares das pessoas afetadas e os seus amigos, para que “encontrem consolação e conforto”.

A Santa Sé informa que a oração do Papa lembrou os trabalhadores sanitários, médicos e enfermeiros, bem como todos os que nestes dias, com o seu trabalho, “garantem o funcionamento da sociedade”.

O ícone de Nossa Senhora foi levado em procissão pelo Papa Gregório I em 593, para pedir o fim da peste; em 1837, Gregório XVI rezou junto da imagem pelo final de uma epidemia de cólera.

Quanto ao crucifixo em madeira, da Igreja de São Marcelo, foi abraçado por São João Paulo II no final da Jornada do Perdão durante o grande jubileu do ano 2000.

Na última quarta-feira, a Diocese de Roma promoveu uma jornada de oração e jejum, no Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor, a que o Papa se associou com uma mensagem, em vídeo, pedindo a intercessão da Virgem Maria perante a “emergência sanitária”.

Em 1944, Pio XII e os habitantes da capital italiana pediram proteção para Roma, neste santuário, durante a retirada das tropas nazis; mais de 75 anos depois, o Papa Francisco confiou “a cidade, a Itália e o mundo à proteção da Mãe de Deus, como sinal de salvação e de esperança”.

O número de mortes em Itália devido ao novo coronavírus atingiu hoje as 1809, num total de 24 747 pessoas infetadas; Portugal tem 245 casos confirmados.

OC

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